Oscilações à parte, foi De Gea quem impediu que a Itália goleasse a Espanha
David De Gea disputou, na França, a sua primeira competição de seleções como titular da Espanha. O sucessor natural de Iker Casillas ainda tem 25 anos, e certamente, muitas chances pela frente para defender as cores do seu país. Sai da Eurocopa com um saldo positivo, apesar de algumas oscilações. Lances em que poderia ter ido melhor, como se cobra de um grande goleiro, contrastaram com defesas espetaculares. Sua atuação contra a Itália foi exatamente assim.
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A seleção de Vicente Del Bosque perdeu por 2 a 0, no Saint-Denis, e só não foi goleada porque De Gea realizou cinco defesas em lances claros de gol que fizeram a diferença. Por outro lado, falhou na cobrança de falta de Éder que permitiu a Chiellini abrir o placar para a tetracampeã mundial.
Não foi um frango desastroso. Foi um erro. Pego desprevenido, ainda orientando a barreira, deu um passo à esquerda e voltou para defender o forte arremate de Éder. A bola passou justamente onde estava Piqué, um pouco confuso, ainda decidindo se formava a barreira ou marcava o rebote. De Gea pula fazendo o movimento de espalmar para o lado, mas acerta a redonda mais com o punho e permite que a sobra fique à disposição dos italianos – livres demais dentro da pequena área.
Mas antes disso acontecer, De Gea foi duas vezes responsável pelo zero continuar no placar. Executou uma linda defesa em cabeçada de Pellè e outra em uma meia-bicicleta de Giaccherini, em que desviou a bola à trave. Antes do apito final do primeiro tempo, impediu outra tentativa de Giaccherini, em arremate de fora da área.
Na etapa final, enquanto seus companheiros pressionavam em busca do gol de empate, De Gea trabalhou muito bem duas vezes: fechou o ângulo de Éder, em grande tabela do atacante com Pellè, e espalmou um chute de média-distância executado por Insigne, que poderia ter matado a partida, aos 40 minutos do segundo tempo. Nada pode fazer no gol de Pellè que de fato selou o placar, já nos acréscimos.
A qualidade de De Gea é indiscutível, eleito o melhor jogador do Manchester United nas últimas três temporadas, assediado pelo Real Madrid e titular da seleção espanhola. As oscilações devem desaparecer à medida em que ganha mais maturidade. Mas, nesta segunda-feira, apesar da falha, já foi responsável por salvar sua seleção de uma derrota que poderia ser humilhante.
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