Os recursos técnicos por trás da magia

Repertório variado
Quando dizem que o elenco do Barcelona tem grande parcela de responsabilidade pelos números de Messi, há um fundo de verdade. É a qualidade técnica de La Pulga que o ajuda a encontrar a melhor maneira de finalizar a jogada de seus companheiros. A maioria de seus gols, 21 deles, veio em lances construídos coletivamente, seja através de tabelas ou de passes que o camisa 10 apenas escorou a bola para as redes. Além disso, foram mais 15 lançamentos em profundidade e oito cruzamentos que acabaram guardados pelo artilheiro.
A bola parada também pesa na conta do atacante: são três gols de faltas e outros 14 de pênalti – que poderiam ser 17, não fossem três chances desperdiçadas na marca da cal. Suas famosas arrancadas protagonizaram o momento decisivo em nove vezes. E o baixinho ainda demonstrou boa dose de oportunismo, aproveitando rebotes e falhas de adversários em oito ocasiões.
Forma de ataque
Jogada coletiva – 21 gols
Lançamento – 15 gols
Pênalti – 14 gols
Arrancada – 9 gols
Cruzamento – 8 gols
Rebote – 4 gols
Erro da defesa – 4 gols
Cobrança de falta – 3 gols
Capacidade letal
Entre o passe final e as redes, Lionel Messi tocou na bola 160 vezes para anotar seus 78 gols – média de 2,05 toques por tento. Marca que demonstra bastante sua objetividade diante da meta adversária. Os gols de primeira são mais comuns do que parecem: 43, embora as bolas paradas também entrem nesta conta. Além disso, foram apenas 13 ocasiões nas quais o argentino carregou a bola, dando quatro ou mais toques – e anotou alguns dos tentos mais belos.
Toques na bola
Oito toques – 2 gols
Seis toques – 1 gol
Cinco toques – 3 gols
Quatro toques – 7 gols
Três toques – 8 gols
Duas toques – 14 gols
Um toque – 43 gols
A direita funciona – e a cabeça também
O pé “calibrado” de Messi é o esquerdo. Com ele, o argentino dá as pinceladas em suas obras de arte. E também encurta o caminho em direção ao gol. Ao todo, foram 66 tentos de canhota. No entanto, o atacante prova que o pé “mais fraco” não serve apenas para subir degraus, anotando nove gols de direita. E, se o oportunismo assim exigir, ainda cabem mais três gols de cabeça, apesar do 1,69 m de La Pulga.
Já quanto ao tipo de finalizações, o argentino prefere bater de “chapa” na bola: são 61 bolas colocadas na rede dessa forma. O costume explica o alto número de gols em chutes colocados, 35, ou rasteiros, 21. Ainda assim, o craque não tem vergonha de apelar a outros recursos, marcando até mesmo dois gols de bico e outros dois de carrinho. E salta aos olhos o gosto em humilhar os goleiros adversários, anotando dez gols por cobertura.
Finalização
Pé esquerdo – 66 gols
Pé direito – 9 gols
Cabeça – 3 gols
Tipo de chute
Chapa – 61 gols
Peito – 10 gols
Bico – 2 gols
Carrinho – 2 gols
Modo de finalização
Colocado – 35 gols
Rasteiro – 21 gols
Cobertura – 10 gols
Gol vazio – 8 gols
Pancada – 5 gols
O rei da área
Não há região da grande área na qual o craque não fique à vontade para marcar. Ao todo, Messi soma 73 gols de dentro do retângulo – fora dele, foram dois da meia-lua e três de longa distância, estes últimos somente em cobranças de falta. E a habilidade do camisa 10 geralmente o ajuda a se aproximar da linha do gol na hora do arremate. Somente na pequena área, são 19 tentos.
Já na hora da finalização, o matador prefere sempre mira os cantos inferiores da meta adversária. De cada quatro gols de Messi, três vêm em chutes rasantes. E não importa qual o canto escolhido, já que o atacante possui variabilidade entre arremates que seguem em direção à esquerda, à direita ou ao centro do gol.
Direção da finalização
Esquerda, no alto – 7 gols
Centro, no alto – 5 gols
Direita, no alto – 8 gols
Esquerda, embaixo – 20 gols
Centro, embaixo – 16 gols
Direita, embaixo – 22 gols
Parte do campo
Centro da grande área – 38 gols
Lado direito da grande área – 6 gols
Lado esquerdo da grande área – 10 gols
Pequena área – 19 gols
Meia-lua – 2 gols
De fora da área – 3 gols



