O Real continua: agora, Cristiano Ronaldo

Depois da contratação de Kaká, o Real Madrid, presidido por Florentino Perez, consolidou sua chegada soberana na janela de transferências do verão europeu com mais um reforço extraordinário. Na madrugada de quarta para quinta, o clube espanhol assegurou a realização de um velho sonho: a contratação de Cristiano Ronaldo. O português foi adquirido pelo maior valor já envolvido em uma transferência, na história do futebol: 80 milhões de libras, isto é, € 94 milhões.
Em nota divulgada à imprensa, o Manchester United assumiu sua incapacidade em cobrir os valores da oferta feita pelo Real, e abriu caminho para a transferência de Ronaldo: “Recebemos uma oferta recorde. A pedido de Cristiano, que declarou novamente seu desejo em sair, e após discussões com os representantes do jogador, demos a permissão de continuar a conversa com o Real Madrid. Espera-se que tudo seja concluído até 30 de junho. O clube não comentará mais nada, até informações posteriores.” E o clube espanhol também confirmou a oferta feita por Ronaldo, em seu site: “O clube espera alcançar um acordo com o jogador nos dias que virão.”
Cristiano Ronaldo estava sob contrato com o Manchester United até 2012, mas os rumores de sua saída haviam sido impulsionados após a derrota para o Barcelona, na final da Liga dos Campeões, quando o português disse não saber se permaneceria no clube. Desde 2003 atuando pelos Red Devils, Ronaldo já fora bastante ligado ao Real Madrid na metade de 2008, quando declarou que “seria um sonho” atuar pelo clube espanhol.
Entretanto, o Manchester United não só recusou a oferta, como também reclamou abertamente do comportamento madridista. O técnico Alex Ferguson chegou a dizer que “não venderia nem um vírus ao Real”, clube descrito por ele como “uma máfia”.
Os boatos de sua insatisfação no clube voltaram a eclodir após sua substituição, na partida contra o Manchester City, pelo Campeonato Inglês, quando Ronaldo mostrou-se muito descontente e chegou até a sacudir a cabeça, em sinal de negação, além de reclamar.
A contratação do luso pode ampliar a liderança do Real na lista dos clubes mais ricos do mundo (segundo a auditora Deloitte, os Merengues ganharam, no último ano, 512 milhões de dólares). E a oferta feita deve superar não só o antigo recorde (os 65 milhões de dólares gastos por Real em Zidane, em 2001), como também os 92 milhões de dólares gastos pelo clube em Kaká.



