Copa do ReiEspanha

O Alavés lutou e sonhou, mas não pôde com Messi, dando o tri da Copa do Rei ao Barcelona

Não teve Champions ou La Liga. Ainda assim, o Barcelona encerra a temporada confirmando sua supremacia na Copa do Rei. Pelo terceiro ano consecutivo, os blaugranas erguem a taça, chegando a 29 conquistas no total, recorde da competição. O Alavés até tentou complicar os poderosos no Estádio Vicente Calderón, mas ficou difícil quando Lionel Messi resolveu gastar a bola e abrilhantar o último jogo oficial na casa do Atlético de Madrid. O camisa 10 participou diretamente dos três tentos do Barça, determinante para a vitória por 3 a 1. Decepção àqueles que fizeram tanto ao longo da campanha, e um alento para Luis Enrique em sua despedida dos culés.

Apesar do domínio do Barcelona nos primeiros minutos, o Alavés teve uma excelente chance de abrir o placar. Aos 26 minutos, após erro de Piqué, Ibai Gómez arrematou e a bola desviou em Jasper Cillessen, antes de bater na trave e passar rente à linha. Na sobra, Deyverson ainda tentou chutar sem ângulo, sem sucesso. O lance parece ter acordado o Barça. Sobretudo, Messi, que chamou a responsabilidade para abrir o placar. Avançou pelo meio, tabelou com Neymar e chutou no canto. Nas redes.

O Alavés, surpreendentemente, não se abateu com o gol e buscou o empate logo na sequência. Cobrança de falta perfeita de Theo Hernández, que mandou a bola no canto oposto de Cillessen, no ângulo. Só que o sonho os bascos ruiu antes do intervalo. Messi começou a jogada e passou para Paco Alcácer, livre. O atacante cruzou para Neymar, ligeiramente impedido, cutucar para dentro aos 45. Já nos acréscimos prolongados, o lance determinante da noite. O camisa 10 pegou a bola e fez estrago na defesa adversária. Chamou a marcação e deu uma linda enfiada para Alcácer anotar o terceiro.

O gol dava uma tranquilidade importante ao Barcelona, diante da bravura do Alavés. Os bascos não desistiram de buscar a maior taça de sua história. Cillessen fez uma grande defesa, enquanto Deyverson teve um tento anulado pela arbitragem. Do outro lado, os blaugranas atuavam em ritmo mais lento. No máximo, forçaram uma boa intervenção do goleiro Fernando Pacheco e desperdiçaram contra-ataques. Nada que afastasse os catalães da taça.

Ao final, a imagem que mais marcou foi a dos jogadores do Alavés lamentando a derrota. Muitos choravam copiosamente, especialmente Deyverson, diante da oportunidade gigantesca ao clube que escapava por entre os dedos. Enquanto isso, os torcedores reconheciam o esforço, chamado seus atletas de ‘campeones’. Campeão de fato, o Barcelona conquista um título bacana, mas que não satisfaz a sua grandeza. Vale pela comemoração, sabendo que a Copa do Rei precisa ser complemento, não o prato principal.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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