Espanha

Barcelona mira brasileiro de R$ 200 milhões para suprir carência específica na defesa

Blaugranas buscam substituir Iñigo Martínez, que deixou o clube há quase um ano

O Barcelona começa a estruturar seu planejamento para a próxima temporada e uma de suas prioridades é a defesa. O diagnóstico interno, consumado há alguns meses, indica a necessidade da contratação de um zagueiro canhoto e um brasileiro virou opção.

De acordo com o jornalista Roger Torelló, do “Mundo Deportivo”, Natan, destaque do Real Betis, foi oferecido para os Blaugranas e surge como mais uma opção para a janela de verão europeu. O plano do Barcelona é explorar o mercado diante das dificuldades financeiras para assinar com um jogador como Alessandro Bastoni, da Inter de Milão, que era o alvo prioritário de Flick.

A posição se tornou uma carência no elenco de Hansi Flick desde a saída de Iñigo Martínez para o Al-Nassr, concluída há quase um ano. Desde então, os Blaugranas perderam seu único zagueiro canhoto do elenco, o que trouxe algum prejuízo para o tipo de jogo que o atual Barcelona idealiza com posse. Nesse caso, Natan é um dos destaques de LaLiga e tende a ser uma opção mais viável financeiramente para os Culés.

Enquanto se especula a necessidade de uma oferta entre 60 e 70 milhões de euros (R$ 350 e 409 milhões na cotação atual, respectivamente) por Bastoni, o Betis estaria disposto a liberar o zagueiro brasileiro por praticamente metade do pretendido pela Inter pelo italiano: 35 milhões de euros (R$ 204,4 milhões). Diante de seu desempenho recente, Natan vem sendo ligado a clubes da Premier League, como o Newcastle, o Bournemouth e o West Ham.

Revelado pelo Flamengo, e com passagem importante pelo Red Bull Bragantino, Natan chegou à Europa ao ser contratado pelo Napoli, clube pelo qual atuou em apenas uma temporada, o que foi suficiente para atrair interesse do Betis. Em um contexto de buscar minutagem alta, a chegada do brasileiro à LaLiga já proporcionou, em duas temporadas consecutivas, um número superior a 40 partidas em cada uma.

Natan enfrentando Kylian Mbappé em Real Betis x Real Madrid. Foto: IMAGO/Maciej Rogowski
Natan enfrentando Kylian Mbappé em Real Betis x Real Madrid. Foto: IMAGO/Maciej Rogowski

Por que a insistência em ter um zagueiro canhoto?

Primeiramente, é importante elucidar que ter um zagueiro canhoto não é uma regra para equipes que buscam propor o jogo, como ocorreu com Sergio Ramos e Virgil Van Dijk, destros que sempre atuaram pelo lado esquerdo. A grande questão é a capacidade de ambidestria do jogador em questão e a capacidade de perfilar o corpo com a mesma naturalidade para os dois lados.

Porém, é óbvio que este é um tipo de jogador escasso no mercado. Dessa forma, com bola, o zagueiro canhoto tem o controle orientado em direção à lateral do campo com mais naturalidade, o que se traduz em ganho de segundos cruciais na busca por espaços e o andamento do jogo.

Outras questões importantes que diferem o destro e o canhoto atuando neste lado são a direção e as linhas de passe possíveis. O canhoto, neste caso, por se perfilar com maior facilidade e, em questão de ângulos, possuirá mais opções e variações dos passes.

Um exemplo é quando o defensor em questão busca o passe no lateral. Enquanto o zagueiro de pé esquerdo dominante poderá executar o gesto fazendo a bola “fugir” do marcador, o destro, pela trajetória comum do passe chapado, oferecerá maiores chances do ponta que pressiona por este flanco recuperar a posse. Além disso, o canhoto terá maior facilidade para achar passes em profundidade e proteger a bola em situações de pressão adversária.

Foto de Gabriel Mota

Gabriel MotaGerente de Mercado

Nascido e criado em Petrópolis, mas 'naturalizado' carioca, é jornalista pela ESPM-Rio. Já passou por 365Scores, Lance! e Footure. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2026.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo