Barcelona está disposto a gastar R$ 300 milhões para resolver problema crônico no elenco
Sofrendo no setor defensivo durante toda a temporada, equipe catalã já estabelece prioridades da próxima janela
O Barcelona tem uma carência em seu elenco já sabida desde o início da temporada: a falta de mais um zagueiro canhoto. Vários nomes têm sido especulados para reforçar o clube espanhol, e o alvo número 1 traz qualidades importantes que podem elevar o nível do elenco: Alessandro Bastoni, da Internazionale.
De acordo com a “ESPN”, o defensor italiano está na lista de prioridades do Barça, que busca um zagueiro que tenha características próximas a Inigo Martínez. O espanhol deixou o clube ainda em 2025 para reforçar o Al-Nassr e até hoje sua ausência é sentida.
A partir do interesse pelo zagueiro italiano, espera-se que a Inter emita uma posição sobre a disponibilidade de abrir negociações ou não por um de seus grandes ativos. Com contrato até junho de 2028, especula-se que, para tirar Bastoni de Milão, o Barcelona precise oferecer uma quantia superior a 50 milhões de euros (cerca de R$ 300 milhões na cotação atual).
Além do vínculo, a idade (26 anos) e o rendimento consistente do defensor contribuem para a sua valorização. A grande questão é se o Barça terá capacidade financeira para arcar com a pedida, já que atravessa uma situação pouco confortável neste âmbito há alguns anos.

Alternativas para Bastoni ao Barcleona
Diante da possibilidade de esbarrar na limitação financeira por Alessandro Bastoni, o Barcelona estaria com outros dois nomes no radar: Pau Torres, do Aston Villa, e Nico Schlotterbeck, do Borussia Dortmund. Os dois seguem o mesmo perfil do italiano. Ambos canhotos, com boa capacidade de sair jogando, incluindo os passes para quebrar linhas e lançamentos em diagonal.
A busca por um zagueiro com esse nível de filtragem está associada à saída de Inigo Martínez para o Al-Nassr, em julho de 2025. Depois disso, o Barcelona não contratou uma reposição de perna esquerda e lida com defensores destros atuando de “pé trocado”.
Apesar do bom desempenho defensivo, a falta de um canhoto no setor é encarada como uma carência internamente, principalmente em situações de posse.
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Qual a importância de ter um zagueiro canhoto?

Primeiramente, ter um zagueiro canhoto não é uma regra para equipes que buscam o protagonismo com bola, vide Sergio Ramos no Real Madrid e Virgil Van Dijk no Liverpool. Tudo depende da ambidestria do jogador e a capacidade de perfilar o corpo com a mesma naturalidade para os dois lados. Naturalmente, essas são características difíceis de encontrar no mercado, somando a capacidade defensiva em alto nível.
Com bola, o zagueiro canhoto atuando do lado esquerdo tem o controle orientado em direção à lateral do campo com mais naturalidade, o que representa ganho de segundos cruciais na busca por espaços.
Outras questões importantes que diferem o destro atuando neste setor são a direção e as linhas de passe mais diversas, já que o canhoto, neste caso, executará o gesto com uma curva mais aberta, “fugindo” do marcador.
Além disso, por estar em zona mais confortável, o zagueiro de perna esquerda dominante terá maior facilidade para achar passes em profundidade e proteger a bola em situações de pressão adversária.



