Espanha

Não precisa avacalhar

A paciência é uma virtude de poucos. Hoje em dia, os tempos modernos aceleram pensamentos e precipitam conclusões. As pessoas pensam cada vez menos e agem indevidamente aos montes. Pensar, antes de agir, é fundamental. Por isso todas as “verdades” ditas pela imprensa brasileira nos últimos dias sobre a seleção espanhola têm que ser analisadas com cuidado.

Antes, um conceito básico sobre o povo brasileiro: haja o que houver, a seleção brasileira será sempre a melhor do mundo. Não importa se outra equipe esteja jogando melhor, o Brasil tem o melhor futebol do mundo, os jogadores mais habilidosos e por isso é impossível uma outra seleção ser superior. No máximo ela está em um bom momento e a Seleção mais ou menos.

A partir disso, é preciso destacar a forma como a maioria dos jornalistas daqui analisaram a campanha da Espanha nesta última Copa das Confederações. Foi uma primeira fase arrasadora, com recordes quebrados e mais uma vez o belo futebol apresentado. No entanto, a soberba tomou conta do time nas semifinais. Contra um adversário bem aplicado taticamente, totalmente focado no rival, caiu.

Felizmente, para diminuir um pouco as críticas, os Estados Unidos fizeram um ótimo jogo contra o Brasil. Por pouco, muito pouco, não tiraram o título da Seleção. Uma mostra de que o time não era tão medíocre como parecia.

A disputa do terceiro lugar, quando a Espanha bateu a África do Sul por 3 a 2, na prorrogação, não serve como base. O time já não estava motivado e ainda foi bem alterado pelo técnico Vicente Del Bosque.

Bom, aí vai o relatório conclusivo da Copa das Confederações para a Furia:

A análise positiva é que a Espanha perdeu quando podia. O foco deve ser a Copa do Mundo, por isso, essa derrota alertou a todos na comissão técnica sobre os problemas do time. Entrar de salto alto contra os estadunidenses resultou em uma precoce eliminação, assim, dificilmente o mesmo erro acontecerá nos próximos meses – e certamente não no Mundial. Vencer a Eurocopa de 2008 colocou a Espanha na lista de favoritas. A fama de amarelona, conquistada com méritos no passado, não se justifica mais.

Quando o Brasil perde para um adversário mais fraco, sempre encontram algum motivo para explicar. Nunca que trememos.

Mais uma vez os espanhóis mostraram o toque de bola refinado no meio campo. Xavi joga muito, Fàbregas ainda precisa melhorar na seleção e Riera e Xabi Alonso se mostraram boas opções. No entanto, os desfalques de Iniesta e Marcos Senna foram sentidos. Não dá para analisar friamente esse time sem colocar isso de maneira bem clara. Os dois são titulares e fazem muita falta. Na frente, Torres e Villa é uma das melhores duplas do mundo

A análise negativa recai sobre a defesa. Puyol e Piqué não demonstraram a mesma firmeza de outras partidas. Capdevilla atacou demais e marcou pouco, enquanto Sergio Ramos ficou perdido entre o ataque e a defesa. Até mesmo Casillas não foi o mesmo. O primeiro gol dos estadunidenses era uma bola defensável.

Enfim, a importância da Copa das Confederações é essa mesma: testar seu time. O título dela é meramente simbólico e pode representar uma cortina de fumaça para alguns. Por esse aspecto, foi até bom a Espanha perder agora.

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Equipe Trivela

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