Espanha

Muitos jogos e pouco descanso cobram o preço de Messi

Exceto alguns momentos nos seus primeiros anos de Barcelona, Lionel Messi nunca teve grandes problemas físicos. Além da excepcional perna esquerda, marcou um número tão expressivo de gols nas últimas temporadas também porque atuou muito, quase nunca foi substituído, quase nunca foi poupado. A lesão na última quarta-feira, na Supercopa da Espanha, mostra que isso talvez esteja começando a cobrar o preço.

O melhor jogador do mundo nos últimos quatro anos atuou 77 vezes na temporada 2011/12 e não foi substituído nenhuma vez. Foram mais 66, 60 e 70 jogos, respectivamente, nos três anos anteriores, e também poucas vezes saiu de campo antes do apito final. A exceção foi a última campanha do Barcelona, com apenas 54 partidas, mas foi justamente nela que Messi começou a se machucar.

As dores na coxa esquerda sentidas contra o Atlético de Madrid, pela Supercopa, não preocupam tanto os médicos e ele pode até enfrentar o Málaga, no próximo domingo. Só que os problemas físicos do argentino, que começaram em abril, arrastaram-se pela pré-temporada, e Messi não descansou.

Quase não descansou. Passou uma semana em Ibizia, com a família, mas, desde o fim da última temporada, jogou pela Argentina e fez turnês promocionais em Medellín, Lima, Chicago, e Senegal. Em 15 de julho, estava de volta aos trabalhos com o Barcelona. Na pré-temporada, mesmo com dores, jogou quase todas as partidas, menos contra o combinado da Malásia, embora nunca tenha ficado 90 minutos em campo.

Na realidade, desde 2 de abril, quando se machucou contra o Paris Saint Germain, Messi jogou a partida inteira apenas contra o Bayern de Munique, a primeira da semifinal da Liga dos Campeões, e contra o Atlético de Madrid, pelo Campeonato Espanhol.

A condição física do jogador começa a preocupar a Argentina. Jornais como o La Nación Deportiva, El Gráfico e o Olé questionam com quais condições ele vai chegar à Copa do Mundo do Brasil, em 2014.

Mesmo com todo esse histórico, o técnico Tata Martino o escalou na estreia de La Liga com o Levante. E novamente contra o Atlético de Madrid, mas o músculo, frágil, estourou. Não duvide, também, se o argentino entrar em campo para enfrentar o Málaga. Messi é um super-homem com a bola nos pés, mas ele próprio, seus técnicos e empresários precisam entender que seu corpo não é de aço.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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