Mourinho sobre Vini Jr: ‘O relacionamento dele com os estádios adversários pode melhorar’
Treinador do Real Madrid defende camisa 7 e indica plano para temporada 2026/27
José Mourinho iniciou sua nova era no Real Madrid com vitória diante do Espanyol, fora de casa, pela LaLiga. O treinador, que tem se mostrado diferente em relação ao comportamento visto na primeira passagem pela capital espanhola, também tem adotado uma postura firme em defesa de Vinícius Junior, uma das principais peças no elenco, desde que assumiu o comando técnico.
Mesmo que não houvesse se pronunciado publicamente a respeito do atleta — só passou a conceder entrevistas abertas ao jornalistas com o início do Campeonato Espanhol —, o treinador agiu nos bastidores para convencer o camisa 7 a estender seu vínculo, que se encerraria ao final desta temporada, até junho de 2032. Além disso, também adotou uma estratégia para defendê-lo de ataques, dentro e fora do campo.
Nesta quarta-feira (26), o Real Madrid volta a campo em duelo com a Real Sociedad, partida adiada da primeira rodada de LaLiga, em função da Copa do Mundo. Em entrevista coletiva antes da partida, Mourinho voltou a defender de Vini Jr. de seu comportamento com adversários, e citou os ataques que ele recebe, dentro do campo, de cunho homofóbico e racista.
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— A reação, se não for homofóbica ou racista, acho que ele (Vini) pode controlar e melhorar. O jogo, as faltas e os pênaltis, isso é responsabilidade do juiz. Prefiro dizer ‘juiz’ em vez de ‘árbitro’ neste caso — afirmou Mourinho, nesta terça-feira (25).
Mourinho quer trabalhar ‘comportamento’ de Vini Jr. fora de casa
O comportamento de Vini Jr. tem sido um dos pontos mais debatidos por Mourinho nestes primeiros meses. Ainda que o atacante seja alvo de ataques — como já ocorreu fora de casa diante do Valencia, por exemplo —, a ideia do treinador é que isto não resulte em um prejuízo para o Real Madrid e para o jogador, somente.
— Com a personalidade que tenho, se fizessem isso comigo, talvez eu levasse um cartão vermelho (risos). A relação dele (Vini) com os estádios adversários é algo que podemos trabalhar — destacou o treinador.
Desde sua chegada em LaLiga, Vini já denunciou ataques racistas sofridos em partidas quando o Real Madrid é visitante. Ao mesmo tempo, também foi criticado por suas comemorações próximo à torcida adversária — encarada como provocações.
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Na estreia contra o Espanyol nesta temporada, Vini Jr. recebeu um cartão amarelo e foi criticado pelo clube rival em função de suas “simulações”. “A partir de quantas simulações recebe o segundo cartão amarelo? É para um amigo”, ironizou o Espanyol após a partida.
Na última temporada, Vini Jr não chegou a ser expulso, mas recebeu 11 cartões amarelos em 53 partidas pelo Real Madrid — média próxima a um a cada cinco jogos. A ideia de Mourinho é evitar que o atacante seja advertido e, consequentemente, desfalque o Real Madrid. Antes das declarações desta terça-feira, o treinador chegou a criticar a arbitragem pelo comportamento com o jogador.
— As pessoas precisam aprender a se comportar com ele, e estou falando dos árbitros. Não dá para marcar um pênalti para um jogador e não para o Vinícius, proteger um jogador e não o Vinícius. Eles não o respeitam — destacou, na última semana.
Mourinho e Vini tiveram rixa na última temporada, antes do Real Madrid
A postura de Mourinho em relação a Vini Jr. também é diferente daquela adotada antes de sua chegada ao Real Madrid. Quando treinava o Benfica na última temporada, jogador e técnico tiveram um confronto em duelo pela Champions League.
O episódio se deu durante o duelo entre Real Madrid e Benfica pela Champions League. Na ocasião, o argentino tampou a boca para xingar Vini Jr, que relatou a ofensa ao árbitro. O caso chegou a ser investigado pela Uefa e pela Fifa, e Prestianni afirmou que chamou Vini de “maricón”, termo de cunho homofóbico.
Mourinho acreditou na inocência do jogador à época, enquanto treinava o Benfica. O episódio gerou uma nova regra, adotada na Copa do Mundo, no qual prevê a expulsão de jogadores que tampem a boca durante discussões em campo — criada para coibir insultos de cunho racista e que não possam ser investigados.
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— A resposta é simples: Prestianni era meu jogador. E pronto, não há mais o que discutir. Agora o Vini sabe de que lado estou. Outro dia, quando não marcaram um pênalti a favor dele, eu estava no meio de campo lutando por ele — declarou Mourinho, após chegar ao Real Madrid.
A postura do treinador, agora no Real Madrid, é de defender uma de suas estrelas — algo que não ocorreu na última temporada. Quando foi questionado sobre as acusações de Vini, o português chegou a afirmar que estes incidentes “ocorriam em todos os estádios, sempre com o mesmo jogador”. Além do caso Prestianni, Vini também já foi alvo de ataques racistas vindo de torcedores em LaLiga.