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Mourinho: “Tenho a ambição de sempre tentar ser o melhor”

José Mourinho não negou sua ambição por ser o melhor. Entretanto, o treinador do Real Madrid também destaca a importância que o trabalho coletivo tem para seu sucesso. Em entrevista à revista Ronda Iberia, o português falou sobre as pressões que vive na profissão e o seu papel social no cargo.

“Eu me sinto muito mais querido do que as pessoas pensam. Há muitos torcedores, mesmo de clubes rivais, que me admiram e me respeitam como profissional e como pessoa. Estou em constante luta comigo mesmo. Minhas ambições passam por sempre tentar ser o melhor. Em qualquer caso, cada vez penso mais nos outros e creio que isto está me fazendo bem”, disse.

Mourinho reconhece a importância que os reflexos do que acontece em um campo tem para a sociedade em geral: “O futebol é um fenômeno social incomparável. É o idioma mais universal. Há mais gente que fala o idioma do futebol que o espanhol ou o inglês. É um fenômeno global que junta pessoas de diferentes raças, culturas e religiões. Por isso mesmo, nossa responsabilidade social é muito grande”.

Já sobre a vida pessoal, o português afirmou que precisa deixar de lado alguns momentos casuais em prol da família: “Nunca pensei em renunciar. Os momentos de angústia que tem a nível social não são mais que isso, momentos. São fatos muito pontuais, como teu filho que pede para que não entre no colégio ou quando sua mulher pede para que fique no carro enquanto faz compras. É o preço que tenho que pagar por ter uma profissão que me apaixona”.

Mourinho também falou sobre as dificuldades que enfrenta na profissão: “Cada vez está mais difícil ser treinador. Hoje, não se pode ser igual a um treinador de 10, 20, 30 anos atrás. É uma profissão em constante evolução. As obrigações vão muito além de escolher onze jogadores, ensinar táticas ou fazer substituições”.

Por fim, o técnico comentou os próximos passos na carreira: “Desde muito jovem sabia que, para progredir em minha profissão, devia ir a outros países. É necessário viajar e enfrentar novos desafios para crescer. Quando comecei a treinar, me coloquei como objetivo trabalhar em Portugal, Inglaterra, Itália e Espanha. Eu cumpri. Quando acabar meu período no Real Madrid, não sei que caminho tomará a minha carreira”.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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