Espanha

O que Modric fará após a Copa do Mundo, e por que seu futuro pode estar ligado ao Real Madrid

Meia, que teve boa temporada com o Milan, se prepara para atuar em seu quinto mundial com a Croácia

O futebol europeu parece caminhar lentamente para uma despedida inevitável. Aos 40 anos e ainda competitivo em alto nível, Luka Modric começa a enxergar o fim da carreira como uma realidade próxima. Depois de uma temporada marcada por altos e baixos no Milan, o meio-campista croata já considera a Copa do Mundo deste ano como o capítulo final de uma trajetória histórica dentro dos gramados.

A reta final frustrante da equipe rossonera acelerou esse sentimento, mas ainda assim, Modric saiu valorizado. Em 37 partidas disputadas, boa parte delas como titular, o veterano contribuiu com dois gols, três assistências e liderança em um elenco que permaneceu na briga por vaga na próxima Champions League até as últimas rodadas da Serie A.

A situação mudou drasticamente após a fratura no rosto sofrida no duelo contra a Juventus, no final de abril. A ausência do croata coincidiu com a queda de rendimento do time de Massimiliano Allegri, que acabou perdendo posições na tabela e viu o sonho da Champions se transformar apenas em vaga para a Liga Europa.

Mesmo fora de combate no momento mais decisivo de 2025/26, Modric deixou claro que ainda consegue impactar uma equipe em nível competitivo. O camisa 10 conquistou rapidamente a torcida rossonera pela postura profissional e pela dedicação diária, características que já haviam marcado seus 13 anos de trajetória no Real Madrid e que continuam sendo tratadas como referência por onde passa.

Retorno ao Real Madrid aparece como caminho natural

Modric em ação pelo Real Madrid
Modric em ação pelo Real Madrid (Foto: Ulrich Hufnagel / Imago)

Segundo o jornal “AS”, embora ainda não exista um anúncio oficial sobre aposentadoria, Modric entende que prolongar a carreira além da Copa do Mundo se tornou improvável. Em setembro, ele completará 41 anos e, após uma trajetória repleta de títulos e reconhecimento individual, o meia sente que não precisa provar mais nada dentro de campo.

Nesse cenário, o Real Madrid surge como peça central para o próximo passo da vida do croata. Durante a homenagem realizada no Santiago Bernabéu na despedida da temporada 2024/25, Florentino Pérez, presidente merengue, deixou claro que as portas do clube seguirão abertas para o ídolo retornar quando pendurar as chuteiras.

A possibilidade de reencontro não envolve necessariamente uma função específica, mas existe a percepção de que Modric teria espaço em diferentes áreas da estrutura esportiva madridista.

Pela experiência acumulada, leitura de jogo e respeito conquistado no futebol mundial, o ex-camisa 10 poderia atuar como diretor esportivo, conselheiro técnico ou em outra área.

Florentino lhe deu liberdade para retornar da maneira que preferir.

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A última Copa do Mundo de Modric

Modric em ação pela seleção croata
Modric em ação pela seleção croata (Foto: Icon Sportswire / Imago)

Antes de pensar em Real Madrid, porém, ainda existe um objetivo prioritário: liderar a Croácia em mais uma Copa do Mundo. Tudo indica que o torneio de 2026 será a despedida definitiva de Modric da seleção e, como citado, também do futebol profissional.

O meio-campista disputará sua quinta Copa do Mundo. Ele esteve presente nas edições de 2006, 2014, 2018 e 2022, sendo protagonista absoluto da campanha histórica croata no Mundial da Rússia. Naquele torneio, conduziu a seleção até a final contra a França e foi eleito o melhor jogador da competição, recebendo a Bola de Ouro.

Mais do que capitão, Modric se tornou o maior símbolo da história recente do futebol croata. Sua liderança ajudou a transformar uma seleção tradicionalmente competitiva em presença constante entre as principais forças internacionais da última década.

Na Copa de 2026, a Croácia estará no Grupo L, ao lado de Inglaterra, Gana e Panamá. Mesmo com uma geração já em renovação, a seleção balcânica seguirá depositando em Modric a responsabilidade emocional e técnica de conduzir o plantel em seu provável último grande ato da carreira.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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