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Depois de Bielsa, foi a vez de Guardiola ganhar o papel de professor de Zidane

Zidane foi genial dentro das quatro linhas e não precisa fazer mais nada para manter seu nome na história do futebol. Entretanto, sua relação com o esporte está longe de acabar, e ele pretende agora ter uma carreira bem-sucedida também como técnico. Inteligente, sabe que, apesar de levar tempo para se aperfeiçoar, é bom aprender desde o início com os melhores. E quem melhor que Pep Guardiola?

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Técnico do Real Madrid Castilla, que disputa a terceira divisão espanhola, Zidane se juntou a uma entourage de peso, contando com outros seis franceses, entre eles Sagnol (treinando o Bordeaux) e Makélélé (que comandou o Bastia na primeira metade desta temporada), em visita a Pep Guardiola para ver de perto os métodos de trabalho do comandante do Bayern de Munique. A turma passará três dias ao lado do espanhol, aproveitando a pausa nos campeonatos para os jogos de seleções.

No mês passado, Zidane já havia deixado clara sua imensa admiração por Pep. Mesmo seu laço forte com o Real Madrid, onde foi ídolo e do qual nunca se desligou de verdade, não o impede de exaltar seu modelo de treinador. “Se o Bayern está jogando um futebol tão ótimo é graças ao Guardiola, que instigou nos jogadores aquela faísca que lhes faltava. Ele é um grande treinador, e gosto de ver como ele trabalha, ele me inspira”, revelou, então, o francês.

Zizou parece focado em seu objetivo e não desperdiça o tempo que tem para visitar outros treinadores. Tanto é que o outro profissional com quem decidiu aprender até agora foi Marcelo Bielsa, que com seu estilo criou um novo paradigma entre treinadores do mundo todo e, aparentemente, convenceu também o craque francês. Em dezembro do ano passado, Zidane foi até Marselha para acompanhar um pouco do trabalho do argentino, considerado pelo próprio Guardiola um de seus mentores.

Zidane tem tido um tanto de dificuldades em seu primeiro trabalho, no Castilla. A equipe é apenas a sétima colocada de uma das chaves da terceira divisão espanhola, com muita instabilidade e quase o mesmo número de derrotas quanto de vitórias (10 a 13, nesta ordem). A escolha por assumir um time fadado a ser limitado, mas onde ainda há alguma pressão por resultados, já demonstrava a ambição de Zizou, e os agora colegas de profissão que tem escolhido como mentores apenas apontam que seu potencial de crescimento é muito grande.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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