Como Marcos Leonardo seria um upgrade ao ataque do Atlético de Madrid
Atacante brasileiro esteve perto de acordo por empréstimo com opção de compra vindo do Al-Hilal
Tudo parecia encaminhando para Marcos Leonardo voltar ao futebol europeu para atuar no Atlético de Madrid. Após uma temporada e meia no Al-Hilal, o atacante chegaria por empréstimo com opção de compra de 40 milhões de euros (R$ 249 milhões), o mesmo valor que os sauditas o compraram junto ao Benfica em setembro de 2024. As informações são de Fabrizio Romano.
Por outro lado, um movimento de última hora no mercado árabe pode brecar a ida do brasileiro à Espanha. Karim Benzema, astro do Al-Ittihad que estava praticamente certo no Al-Hilal, não deve mais trocar de clube. Com isso, a permanência de Marcos Leonardo se faz necessária.
Além disso, segundo o “Mundo Deportivo”, a equipe de Madri já estaria cogitando um plano B caso não consigam contratar Marcos Leonardo. Rodrigo Mendoza, do Elche, seria o alvo.
O brasileiro de 22 anos, extremamente promissor e ainda com muita lenha para queimar, seria um upgrade ao atacante dos Colchoneros.
Ainda assim, o setor ofensivo vive crise porque Antoine Griezmann deixou de entregar nesta temporada, Julián Álvarez vive mau momento e Sorloth sofreu uma concussão no último jogo e ainda não se sabe o período de recuperação. A Trivela analisa neste artigo como ML se encaixaria no esquema de Diego Simeone e o que traria ao clube.
Marcos Leonardo é melhor que Sorloth e faria dupla de peso com Álvarez
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O jovem é o típico centroavante matador. Oportunista dentro da grande área, marca gols muitas vezes com apenas um toque e isso com qualquer um dos pés ou de cabeça — nas duas últimas edições da Saudi Pro League, foram 11 gols de direita, seis de esquerda e sete pelo alto. Desses 24 tentos, apenas dois vieram de fora da área.
No Mundial de Clubes, que terminou como artilheiro com quatro bolas nas redes junto de três jogadores, o brasileiro mostrou essa faceta exibindo seu faro de gol na pequena área para marcar dois contra o Manchester City.
Mesmo não sendo tão alto (cerca de 1,77m), Marcos Leonardo consegue vencer disputas no alto por sua força física e pode ser alvo de lançamentos do campo de defesa, o que acontece com cerca frequência no Atleti de Simeone.
Um ponto que o técnico argentino poderia se atentar ou tentar melhorar em ML é o jogo sem bola e a dedicação na pressão no campo de ataque, algo inegociável aos Colchoneros e que o brasileiro não tem como ponto forte.
Apesar de veloz e móvel, o atacante acaba participando mais do jogo dentro da área ou na entrada dela, com pouca flutuação para as pontas ou ao meio-campo. É um perfil mais próximo de Sorloth, mas muito mais ágil do que o norueguês de 1,95m e técnico com a bola no pé.
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Pelas características próximas a Sorloth, Marcos Leonardo entraria na equipe de Simeone como dupla de Julián Álvarez no ataque. O brasileiro poderia ter sua característica mais artilheira potencializada ao ficar mais fixo, enquanto o colega argentino poderia flutuar para fora da área.
O ex-Santos pode ter muitas oportunidades de gols a cada jogo, tendo Baena ou Almada, dois meias de origem, pela esquerda e Giuliano Simeone ou Nico González, dois pontas de linha de fundo, na direita, lhe servindo.
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Solorth, nas duas últimas LaLigas, fez 27 gols, mas desperdiçou 28 grandes chances, segundo dados do “SofaScore”. Sua temporada atual tem sido abaixo e muito criticada, apesar de ser o atacante em melhor momento no time, marcando oito vezes nos últimos 14 jogos.
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Atlético de Madrid e o ataque em má fase
A fase do atacante norueguês é um pequeno alívio em meio a um setor em crise. Se somar os dez últimos jogos na temporada de Álvarez, Nico, Simeone, Baena e Almada, são apenas três gols e três assistências.
Griezmann, lesionado no momento, é o único a quebrar essa escrita, cravando em cinco oportunidades nas oito partidas anteriores, mas três vezes na Copa do Rei contra adversários de divisões inferiores (dois no Atletico Baleares e um no Deportivo La Coruña).
A má fase dos homens de frente se reflete em um time que só marcou mais de um gol em um dos oito duelos recentes. O Atlético, com investimento milionário nas janelas recentes, mantém a sina de ser o “terceiro” no futebol espanhol só atrás da dupla super rica: é o terceiro colocado em LaLiga, o quarto melhor ataque (38) — com apenas um a menos que o Villarreal –, terceiro que mais cria chances (68) e que mais as perde (44).
Marcos Leonardo não será um salvador da pátria, nem transformará o time colchonero favorito a algum título, mas pode trazer mais em um setor em crise. Para o jogador, é a oportunidade de ouro se exibindo no futebol europeu com a vitrine da seleção brasileira, que ainda procura um camisa 9.