Espanha

‘Sigo com meu psicólogo porque tenho 18 anos e jogo Champions League’

Jogador formado na base do Barcelona retornou após grave lesão e falou da importância de um psicólogo no processo de recuperação

Marc Bernal vive um de seus melhores momentos com a camisa do Barcelona. Formado em La Masia, o jogador estreou pelo profissional e vem se destacando sob o comando de Hansi Flick. No entanto, viveu um momento bastante delicado recentemente.

Em agosto de 2024, o jovem rompeu o ligamento cruzado anterior e viu sua vida virar de ponta-cabeça. Em um duelo contra o Rayo Vallecano, o garoto caiu no gramado e não conseguiu se levantar. Foram 382 dias de recuperação e cirurgia para que pudesse retornar ao futebol. No período, o prodígio sofreu bastante, mas teve apoio psicológico para voltar ainda melhor.

— Estou muito feliz com tudo o que está acontecendo comigo, especialmente depois daquela lesão. Acho que foi o pior ano que um jogador de futebol pode ter, a pior lesão. E ver o que estou vivenciando agora é algo único que eu nunca imaginei. No início, é a primeira coisa que você pensa, que talvez consiga jogar, mas que não voltará ao mesmo nível. E foi nisso que o psicólogo se concentrou bastante, ele me ajudou muito nesse aspecto — contou o atleta em entrevista ao “Marca”, da Espanha.

— O Gavi me ajudou bastante, ele tinha passado pela mesma coisa no ano anterior. Ele me ajudou, contando-me mais ou menos o que ele também tinha sentido. Ele me ajudou muito desde o início, quando me lesionei, e principalmente no final — seguiu.

Marc Bernal pelo Barcelona.
Marc Bernal pelo Barcelona. Foto IMAGO / Pressinphoto

Bernal fala da importância de um psicólogo em sua vida

O profissional foi fundamental para ajudar na saúde mental do atleta após a lesão. Todo o processo contribuiu para uma recuperação mais rápida e sem grandes danos ao psicológico do jogador. No entanto, Bernal já se consulta com psicólogos desde os 14 anos, muito antes da lesão.

— Entrei para La Masia quando tinha 14 anos. Meu agente recomendou e, desde então, não mudei de ideia. Tem sido ótimo para mim. Mesmo agora, quando estou em boa forma, acho que ainda é importante. E foi crucial para mim quando me lesionei. No fim das contas, ainda tenho 18 anos e jogo na Liga dos Campeões, em jogos importantes. É nisso que mais me concentro em relação a ele — afirmou.

— E também me ajuda fora de campo, saber como me desligar do ambiente habitual, do centro de treinamento. Acho que às vezes penso demais em coisas que talvez não sejam tão importantes e fico remoendo. Principalmente quando voltei; naquela época, eu achava que meus companheiros de equipe estavam em um nível diferente do meu, que eu tinha acabado de voltar, que eu não ia conseguir. Foi difícil. Mas trabalhei nisso com um psicólogo e melhorei muito — completou o jogador.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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