O Atlético de Madrid não costuma se destacar pela quantidade de gols marcados. Porém, nos últimos anos, os colchoneros sempre contaram com artilheiros decisivos. Se a procura por um substituto de Diego Costa ainda não teve o resultado esperado, Antoine Griezmann assumiu desde a temporada passada o papel de goleador da equipe, mesmo não sendo o centroavante típico. E, neste domingo, teve mais uma participação fundamental para colocar o Atleti no topo de La Liga, com os mesmos 35 pontos do Barcelona. Em jogo difícil no Vicente Calderón, o francês definiu a virada por 2 a 1 sobre o Athletic Bilbao.
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A torcida do Atlético ficou preocupada durante o primeiro tempo. Aos 27 minutos, a partir de uma cobrança de escanteio, Laporte abriu o placar para os bascos. Mas a resposta do time da casa veio pouco antes do intervalo, da mesma maneira. Koke cobrou o tiro de canto e Saúl Ñíguez, em grande momento, marcou o seu terceiro tento nas últimas quatro partidas. Ainda assim, Simeone mudou os rojiblancos no início do segundo tempo, com as entradas de Ángel Correa e Fernando Torres. Deu resultado. O argentino deu o passe para o chutaço de Griezmann aos 22 minutos, vencendo Iraizoz e definindo o placar.
Desde que chegou ao Atlético de Madrid, Griezmann já marcou 30 gols no Campeonato Espanhol, menos apenas que Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar. Além disso, na atual temporada, ninguém supera o papel decisivo do francês em La Liga. Sete de seus oito tentos valeram a vitória do Atleti, desempatando o placar, mais do que qualquer outro jogador da competição – Suárez, em segundo, definiu seis triunfos do Barça. Ressalta o protagonismo do jovem, em uma equipe que sofreu mudanças consideráveis nos últimos dois anos.
Por seu poder de fogo, Griezmann pode ser considerado diretamente responsável por 60% dos pontos conquistados pelos colchoneros. E, junto aos gols do camisa 7, os nove jogos da defesa sem ser vazada também fazem toda a diferença para a campanha do clube. Jogando no limite, o Atlético mais uma vez se mete entre os dois gigantes no topo da tabela. De novo, sonha com um título que quase sempre se sugere impossível.



