Espanha

Lewandowski elege motivo que acabou com carreira de muitas jovens promessas

Em entrevista à imprensa polonesa, Lewandowski opina sobre "nova geração" do futebol, rasga elogios a jovem promessa do Barcelona e aborda atual momento da carreira

Apesar da temporada irregular do Barcelona, Robert Lewandowski tem feito sua parte no ataque. Em 37 jogos disputados em 2023/24, o camisa 9 polonês balançou as redes 18 vezes até o momento, além de sete assistências concedidas. Mais do que os bons números, o centroavante exerce liderança importante no elenco dos culés, sobretudo entre os jovens.

Em entrevista à “TVP Sport” (da Polônia), o homem-gol do Barcelona falou sobre a nova geração do futebol. Para Lewandowski, os jovens jogadores dos dias de hoje precisam ter o mental forte se quiserem obter sucesso na carreira. Na opinião do atacante polonês, as redes sociais podem ser nocivas neste processo e são poucos os que conseguem suportar a imensa pressão.

– Quem está ao seu redor tem que estar preparado para o que pode acontecer se as coisas piorarem. Agora é uma geração diferente, tem Instagram, redes sociais… é ainda mais difícil. Esse é o desafio do futebol. Se estes jogadores conseguirem resistir mentalmente dez, doze ou mais anos… A pressão é imensa e poucos conseguiriam suportar tudo -, disse Lewandowski.

Ainda sobre o tema “jovens”, Lewandowski rasgou elogios a uma das principais promessas do Barcelona: Pau Cubarsí. O zagueiro de 17 anos já disputou nove partidas de La Liga na atual temporada e vem chamando a atenção de Xavi Hernández e da torcida culé, muito em virtude de sua desenvoltura e segurança em campo.

— Já faz muito tempo que não conheço um zagueiro, especialmente desta idade, que consegue lançar a bola atrás dos ‘triângulos’ com tanta calma. Além disso, ele é uma super pessoa —, opinou o polonês.

Crescimento pessoal e Seleção Polonesa: os outros temas abordados por Lewandowski

Aos 35 anos, Robert Lewandowski parece em paz e feliz consigo mesmo. Depois de uma carreira na Alemanha, onde defendeu Borussia Dortmund e Bayern de Munique e conquistou todos os títulos possíveis, o atacante polonês optou pela mudança de ares em 2022. Foi então que aceitou o projeto do Barcelona e mergulhou de cabeça no clube catalão. Apesar da fase turbulenta da instituição, o experiente jogador revelou estar “adquirindo conhecimento” e “aprendendo lições”.

— Mudei nesses quatro ou cinco anos. Não vamos nos enganar, meu caminho de vida me ensina muito. Não estou sentado no mesmo lugar, mudei de clube, estou aprendendo lições. Mas eu também estou adquirindo o conhecimento que desejo. Tenho uma percepção diferente de certas coisas. É um conhecimento que definitivamente não se lê em um livro.

Perguntado também sobre o momento da Seleção Polonesa e a liderança que exerce no plantel, Lewandowski foi modesto e adotou ‘discurso coletivo’, valorizando a força e importância da equipe na totalidade. De olho em uma vaga na Eurocopa, o time polonês enfrentará a Estônia na repescagem. Caso triunfe, disputará um novo confronto eliminatório para, garantir ou não, uma vaga no torneio.

— Quando tivemos bons resultados, tínhamos quatro capitães. Wojtek Szczsny no gol, Kamil Glik na defesa, Grzesiek Krychowiak no meio-campo e eu no ataque. Quando eles não estão lá, alguém tem que assumir. A braçadeira dá mais destaque, mas somos onze em campo. Uma pessoa não pode fazer tudo. O capitão também tem que ouvir a equipe. Posso querer tomar uma decisão, mas se outros dez jogadores pensam de forma diferente, tenho de ouvi-los.

— Esperamos não só jogar bem no primeiro jogo, mas também jogar o “nosso” futebol. Dependerá de nós se estes jogos serão fáceis ou difíceis. Temos potencial suficiente para ir à Eurocopa e estou confiante.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme Calvano

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.
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