La Liga

Valencia se recupera da sequência em jejum com uma vitória tranquila sobre o Cádiz

O Valencia marcou dois gols em 26 minutos e ainda contou com uma expulsão entre seus tentos para facilitar o serviço contra o Cádiz

O Valencia atravessa um início bem acima das expectativas em La Liga, quando muitos temiam o rebaixamento. No entanto, a sequência recente de quatro partidas sem vitórias começava a gerar uma situação incômoda no Mestalla. O duelo em casa diante do Cádiz era a deixa perfeita para espantar a crise e somar três pontos contra um time também ameaçado pelo descenso. E os valencianos fizeram sua parte, com o triunfo por 2 a 0 construído rapidamente. Foram dois gols em 26 minutos, com uma expulsão dos adversários que também auxiliou bastante. Com isso, os Ches se firmam na metade superior da tabela.

O Valencia de Rubén Baraja conta com muitos jovens. A escalação desta segunda tinha Giorgi Mamardashvili no gol, além de Gabriel Paulista e José Luis Gayà como referências na defesa. O meio reunia pratas da casa como Javi Guerra, Diego López e Fran Pérez. Já na frente, Hugo Duro comandava o ataque. Já o Cádiz se preserva na primeira divisão sob as ordens de Sergio. Jeremías Ledesma, Iza Carcelén, Gonzalo Escalante, Robert Navarro e Maxi Gómez estão entre os nomes importantes do time titular atual. Mas nada que intimidasse os valencianos.

Primeiro tempo dominante

O Valencia adotou uma postura bastante agressiva desde o apito inicial. Aproveitou para anotar um gol muito cedo na partida, logo aos quatro minutos. Selim Amallah descolou um excelente passe para a infiltração de José Luis Gayà pela esquerda. O capitão ficou de frente com o goleiro Jeremías Ledesma e abusou da categoria: deu uma cavada por baixo da bola, que encobriu o arqueiro e encontrou as redes. O Cádiz demorou a encontrar seu ritmo. Melhorou quando passou a descolar alguns escanteios, mas as bolas alçadas na área não encontravam a definição.

E as expectativas do Cádiz desabaram aos 22 minutos, quando Robert Navarro deixou a equipe com um jogador a menos. Numa disputa na intermediária, o meia deu um pisão na perna de Pepelu e recebeu o vermelho direto. Com dez homens, a missão dos visitantes se tornava ainda mais difícil no Mestalla. Tanto é que logo o Valencia ampliou. Aos 26, Thierry Correia tentou o passe e a bola espirrou de volta na linha de fundo. O português então bateu de letra e contou com o auxílio de Hugo Duro, que definiu a bola de cabeça, no fundo da meta. A essa altura, a partida estava resolvida para os valencianos. Javi Guerra ainda desperdiçou grande chance de assinalar o terceiro, enquanto Gabriel Paulista teve uma cabeçada para fora.

Mamardashvili aparece no final

O Cádiz voltou para o segundo tempo com duas mudanças. Entretanto, a situação era cômoda demais ao Valencia. Os anfitriões tinham controle de sua área e desaceleravam o jogo quando retomavam a bola. Por mais que os visitantes apertassem a marcação, a pressão era insuficiente. O garoto Diego López teve a chance do terceiro aos 31, mas mandou por cima. Roman Yaremchuk também viu um gol de cabeça ser anulado por impedimento. Mas não que fizesse falta.

O Cádiz passou 44 minutos sem finalizar no segundo tempo, até que enfim botasse os valencianos em apuros. Giorgi Mamardashvili salvou na reta final e manteve o placar intacto. O bom goleiro do Valencia buscou uma batida rasteira de Lucas Pires, antes de pegar também um tiro fechado de Roger Martí. No último suspiro dos Piratas, também brecou Sergi Guardiola. Evitou qualquer complicação num jogo que, se tivesse mais empenho, o Valencia poderia ter goleado.

O Valencia chega a uma honrosa oitava colocação em La Liga, bem longe dos prognósticos de rebaixamento. Os Ches somam 14 pontos, apenas três abaixo da zona de classificação às copas europeias. Foi uma resposta importante. O Cádiz está bem mais abaixo, no 15° lugar. Possui nove pontos, três acima da zona de rebaixamento. Esta foi a terceira derrota consecutiva.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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