La Liga

Suárez: “É normal que o Barça procure um atacante, tenho 31 anos e precisam pensar no futuro”

Luis Suárez atravessou uma semana especial. O artilheiro voltou a ficar em evidência, relembrando os seus melhores momentos da carreira, ao comandar a goleada por 5 a 1 sobre o Real Madrid. Os três gols no clássico renderam elogios rasgados ao uruguaio, contrastando com as críticas recorrentes que vinha sofrendo no início da temporada. Todavia, o veterano demonstra consciência plena de suas condições. Reconhece que sua capacidade física já está em curva descendente e não se faz de rogado quando a imprensa espanhola discute o interesse dos blaugranas em um novo centroavante.

“Na minha idade, eu não presto atenção sobre o que está sendo dito sobre mim. Sou bastante crítico comigo mesmo. O Barcelona precisa de um camisa 9. É normal que eles procurem um atacante. Eu tenho 31 anos e o clube precisa pensar em seu futuro”, declarou Suárez, à rádio uruguaia Sport 890. “Quando você é profissional, precisa conviver com a crítica e ser autocrítico quando não está bem. Quando me disseram que estava gordo e fora de forma, foi na Supercopa. Tinha voltado a treinar naquela semana e jogamos no sábado. Obviamente estaria lento e gordo, depois de um mês de férias por disputar a Copa do Mundo. Depois fui ganhando ritmo”.

Sobre a vitória em cima do Real Madrid, Suárez comentou o trabalho do Barcelona acima do amigo Lionel Messi e a confiança para golear os rivais sem a principal referência em campo: “Eu sempre tento fazer o melhor que posso. Muitos duvidaram sobre o que poderíamos conseguir sem Leo. Como um grupo e como um time, precisamos ficar orgulhosos diante do que conquistamos. Temos uma ótima relação com Leo. O ego que muitos imaginam não existe entre nós. Há admiração e orgulho por aquilo que nosso amigo realiza. Depois da partida, ele foi até a minha casa, conhecer Lautaro, meu filho recém-nascido”.

Por fim, ainda que o VAR tenha ajudado o Barcelona durante o clássico, o Pistolero apontou que não gosta do sistema implementado – e por razões puramente ligadas a quem tem o ofício de marcar gols: “O VAR perde a picardia ou a faísca do futebol, porque os defensores podem levantar a mão num lance duvidoso e o atacante não comemora o gol. Se o gol é validado, você não comemora de novo. A adrenalina de celebrar um gol é divina e o VAR suprime estas pequenas manhas. Além do mais, os árbitros se acomodam, esperando que o VAR possa ajudar. É preciso se acostumar a não discutir tanto, porque o VAR está lá para isso”.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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