La Liga

Soria pegou até pensamento e barrou o Atlético de Madrid, que não saiu do zero mesmo com um jogador a mais

David Soria é um personagem importante ao Getafe durante as últimas temporadas. Desde que chegou do Sevilla, o goleiro de 27 anos completa sua terceira edição de La Liga como titular e é um dos homens de confiança de Pepe Bordalás no forte sistema defensivo dos Azulones. E neste sábado, o camisa 13 teve uma atuação para ser comemorada não apenas por sua torcida. Soria simplesmente fechou o gol do Getafe na visita do Atlético de Madrid ao Coliseum Alfonso Pérez. Acumulou milagres e segurou o empate por 0 a 0, que rouba mais pontos dos colchoneros. Mesmo com um homem a mais durante os 20 minutos finais, o time de Diego Simeone não encontrou meios de superar o arqueiro.

Mesmo fora de casa, o Atlético tinha a missão de resolver a partida logo, contra um Getafe bem mais instável nesta temporada. Os colchoneros ditaram o ritmo durante o primeiro tempo, mas não fizeram tanto contra uma defesa bem armada. E, quando necessário, Soria também apareceu. Sua primeira grande defesa aconteceu aos sete minutos, desviando um tiro venenoso de Yannick Ferreira Carrasco. Ainda assim, foi um primeiro tempo de parcas chances. Luis Suárez mal foi acionado. Crescendo com o passar do tempo, os Azulones quase foram para o intervalo em vantagem, mas Nemanja Maksimovic preferiu cair na área em vez de aproveitar melhor o rebote de Jan Oblak e Cucho Hernández mandou seu voleio para fora.

Se o primeiro tempo foi intenso, mas careceu de oportunidades, a segunda etapa ganharia em emoção. O Atlético ainda tinha a iniciativa e Marcos Llorente arriscara para intervenção de Soria, mas Oblak também evitaria o gol adversário aos 15 minutos, com ótima defesa num chute firme de Enes Ünal. A resposta viria com João Félix, em gol anulado porque a bola saíra pouco antes. Diego Simeone acionou seu banco com três mudanças de uma vez, ao mandar para campo Moussa Dembélé, Renan Lodi e Thomas Lemar. Seriam personagens essenciais, a começar por Lodi. O brasileiro tomou um pisão de Nyom aos 25 e, depois de mostrar o amarelo, o árbitro corrigiu para o vermelho direto com a intervenção do VAR.

O caminho parecia se abrir ao Atlético, com um homem a mais e 20 minutos no relógio. Não seria tão simples assim. Oblak espalmou um tiro de Carles Aleñá no canto e os colchoneros ainda foram beneficiados pela arbitragem. Dembélé pegou Maksimovic na área, no que se sugeria pênalti, mas não mereceu nem revisão. De uma chance para marcar, o Getafe passou a contar com um gigantesco Soria. O goleiro realizou uma das defesas mais impressionantes da temporada aos 30, desviando com a ponta dos dedos um voleio de Dembélé, em seu contrapé e a curta distância. Um digníssimo milagre.

David Soria faria mais ao parar João Félix e Dembélé na sequência da partida. Quando Suárez apareceu e tentou encobrir o arqueiro, acabou acertando a trave. O Atleti não entregava os pontos e exercia uma pressão incessante, até os minutos finais. Contudo, Dembélé perdoaria uma chance de ouro aos 44. Tentou tirar do alcance de Soria, mas exagerou e acabou mandando para fora. O grande responsável pelos dois pontos perdidos no Coliseum, de qualquer forma, estava do outro lado.

O Atlético de Madrid termina o sábado com 63 pontos. Tem seis a mais que o Real Madrid, mas pode ver o Barcelona reduzir a distância para quatro pontos, caso vença o Huesca neste domingo. Com menos da metade do segundo turno disputado, o Atleti já desperdiçou mais pontos que nas primeiras 19 rodadas da temporada. E agora precisará virar a chavinha para reverter o resultado contra o Chelsea na Liga dos Campeões. O Getafe, que luta contra o descenso, tem 28 pontos. Aparece cinco pontos acima do Z-3.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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