La Liga

Sob protestos no Metropolitano, o Atleti só empatou com um a mais diante do Espanyol e deu novos motivos às críticas

O Atlético de Madrid vinha sob pressão após a lanterna na Champions e não conseguiu corresponder numa situação que o favorecia

O Atlético de Madrid enfrenta sua maior crise desde que Diego Simeone assumiu o comando do clube, há quase 11 anos. A lanterna na fase de grupos da Champions League pressiona os colchoneros e o domingo seria de protestos da torcida no Metropolitano. Pior, com um resultado em campo que sequer serviu para consolar. Mesmo com um jogador a mais desde os 30 minutos do primeiro tempo, o Atleti apenas empatou por 1 a 1 com o Espanyol. João Félix buscou a igualdade depois de sair do banco, sem aliviar tanto a barra. E desta vez ninguém pode nem reclamar da falta de ofensividade de um time que terminou com 27 finalizações, mas não foi eficaz. Méritos também do esforço dos Pericos, que seguraram um ponto na unha, mesmo com dez homens.

O clima não era bom no Metropolitano mesmo antes do tropeço se consumar. A torcida que fica atrás de um dos gols optou por não entrar em campo no primeiro tempo, em protesto contra a derrota para o Porto. Diego Simeone teve seu nome cantado por quem estava dentro, mas depois as vaias ao time eram audíveis nas arquibancadas, à medida que o jogo não se desenvolvia para o Atlético de Madrid. Era um primeiro tempo sem grandes emoções, até que Leandro Cabrera fosse expulso pelo Espanyol aos 29, ao derrubar Álvaro Morata num contra-ataque livre do atacante. Somente com a vantagem numérica, nos 15 minutos finais, é que o Atleti pressionou. Marcos Llorente, Reinildo Mandava e Antoine Griezmann tentaram sem sucesso.

Os torcedores que ficaram de fora no primeiro tempo também acabaram vaiados quando entraram. E não ajudaram muito o Atlético. Os colchoneros estavam em cima no início da segunda etapa, mas paravam no goleiro Benjamin Lecomte. O Espanyol aproveitou para abrir o placar aos 17, numa rara chegada. Depois do cruzamento da direita, Joselu aparou a bola de cabeça e Sergi Darder apareceu com espaço do outro lado para marcar. Nada era ruim o suficiente que não pudesse piorar.

Apesar do baque, o Atlético de Madrid tinha que partir para cima. Vinícius Souza tirou em cima da linha um arremate de Morata, enquanto Matheus Cunha e Griezmann bateram para fora. Somente aos 34 é que os colchoneros diminuíram o prejuízo, com João Félix. O português, que havia saído do banco, dominou em velocidade e bateu de canhota para superar Lecomte. Existia esperança de uma virada na reta final. Entretanto, o Espanyol sobrevivia e Lecomte voltou a salvar, sobretudo numa cabeçada de João Félix. Já nos acréscimos agonizantes, Lecomte brecou João Félix no mano a mano, assim como José María Giménez e Nahuel Molina não encontraram o caminho das redes. Os colchoneros teriam que se contentar mesmo com o empate.

O Atlético de Madrid abre o domingo na terceira colocação de La Liga, com 24 pontos, mas corre o risco de terminar a rodada fora do G-4. O Espanyol ocupa o 16° lugar, sob ameaça de rebaixamento, com 12 pontos. O empate no Metropolitano é valioso nessa perspectiva dos Pericos.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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