La Liga

Simeone supera Aragonéz e quebra marca impressionante em La Liga

Técnico argentino faz do 1 a 0 seu placar mais recorrente, e bate recorde de pontos na elite espanhola

Diego Simeone é uma figura icônica no Atlético de Madrid. Não só pela sua história como jogador do clube, mas também pelo que vem fazendo como treinador da equipe Colchonera nos últimos 12 anos. Desde 2012 no time madrilenho, o argentino coleciona recordes, e no mais recente deles superou a marca de pontos de outro grande técnico da Espanha, Luis Aragonés, se tornando o treinador com mais pontos somados na história da La Liga. A marca foi ultrapassada no último final de semana, na vitória do Atleti sobre o Celta pelo placar de 1 a 0.

Com mais três pontos somados, Simeone alcançou a marca de 976 pontos desde que assumiu o comando do Atlético de Madrid, ultrapassando os 973 acumulados pelo ex-técnico da seleção espanhola. Além do recorde de pontos, a vitória contra o Celta garantiu praticamente o time madrilenho na próxima Champions League. Caso a classificação se confirme, será a 12ª vez consecutiva que o argentino conseguirá levar o time madrilenho para principal competição de clubes da Europa.

Com contrato renovado até 2027, caso cumpra a extensão de seu vínculo em sua totalidade, Simeone baterá o recorde de trabalho mais longevo do futebol espanhol em um mesmo clube. Serão nada mais nada menos do que 15 anos no comando da mesma equipe.

Simeone é o técnico com mais vitórias na La Liga

Com o triunfo sobre o Celta, no último final de semana, Simeone alcançou a incrível marca de 400 vitórias por um mesmo time na La Liga, marca absoluta na história da competição. O argentino está à frente de Miguel Muñoz, que conquistou 357 vitórias à frente do Real Madrid, e de outras lendas como Johan Cruyff, que alcançou 244 vitórias em seu período como treinador do Barcelona, e de Carlo Ancelotti, com 207 triunfos pelo Real.

Outro ponto interessante sobre o trabalho de Simeone é a quantidade de vitórias pelo placar mínimo ao longo destes 12 anos de trabalho à frente do Atlético de Madrid. Dos seus 400 triunfos, em 290 oportunidades, o argentino venceu pelo placar mínimo. Outrora criticado pelo estilo de jogo pautado mais na defesa, não dá para negar que o técnico argentino é um dos mais eficientes da Espanha.

Mesmo não jogando um futebol tão bonito, o trabalho realizado no Atlético de Madrid é um dos mais emblemáticos do cenário europeu na última década.

O legado de Simeone no Atlético de Madrid

Quando o time madrilenho foi eliminado pelo Albacete na Copa do Rei da temporada 2011/2012, Enrique Cerezo, então presidente do Atlético de Madrid decidiu demitir Gregorio Manzano do cargo de treinador, e trazer Simeone, que havia salvo o Catania do rebaixamento na Itália. A chegada do argentino mudou completamente o patamar competitivo da equipe, retomando o protagonismo Colchonero no cenário do futebol espanhol.

Já em sua primeira temporada como técnico do Atlético de Madrid, Simeone conquistou o quinto lugar no Campeonato Espanhol. De lá para cá, o argentino faturou dois títulos da La Liga, uma Copa do Rei, uma Supercopa da Espanha, dois títulos da Liga Europa, e dois da Supercopa da Europa. Com um estilo de jogo pautado na forte marcação, pressão intensa sem a bola, e muita velocidade nas transições, o clube passou por uma revolução dentro e fora de campo, com inovações promovidas pelo próprio treinador.

Administrativamente, o trabalho de Simeone à frente do Atlético de Madrid rendeu um ótimo fruto aos cofres do clube. Nos últimos anos, a frequente presença dos madrilenhos na Champions League, reforçou o caixa Colchonero, e também o seu potencial financeiro. A cada ano, a equipe é uma das dez que mais investem na janela de transferências, e recentemente construiu seu novo estádio, o Cívitas Metropolitano, que custou 240 milhões de euros.

Foto de Lucas de Souza

Lucas de Souza

Esse é Lucas de Souza, redator e repórter do Futebol na Veia e da Trivela. Jornalista especializado em Marketing digital é também narrador do Portal Futebol Interior e da RP2Marketing.
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