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Sergi Roberto teve dia de afirmação e foi o garçom da vitória do Barcelona

Desde a lesão de Messi, o papel de protagonista do Barcelona tem se alternado entre Luis Suárez e Neymar. Se em um dia um faz quatro gols, o outro vai lá e decide a partida seguinte com três. Desta vez, os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre o Getafe, fora de casa, também foram da dupla, mas um terceiro nome apareceu com destaque na atuação culé: Sergi Roberto. Inspirado, o jovem foi o maestro que construiu os gols dos sul-americanos.

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Sergi Roberto começou a ganhar projeção nas categorias de base do Barcelona e foi promovido ao time principal como um meio-campista central, que chegaria para, em alguns anos, substituir a Xavi ou Iniesta no meio do campo. Decepcionou nas oportunidades que teve por ali, acabou sendo “redescoberto” por Luis Enrique como lateral direito, durante a ausência de Dani Alves devido a uma lesão, e por lá conquistou a confiança que tanto lhe faltava jogando em sua posição de origem.

A convicção do treinador em Sergi Roberto e a sequência de bons jogos parece ter feito a diferença para o meia, que, utilizado novamente em sua posição de costume, já que Daniel Alves já está novamente disponível, conseguiu neste sábado o tipo de atuação que ainda não havia apresentado pelos culés: a de afirmação com a camisa do Barça.

Primeiro, com uma assistência à la Iniesta, deixou Suárez na cara do gol, para o uruguaio fazer 1 a 0, perto do fim do primeiro tempo. Já no segundo tempo, Sergi Roberto deu sequência ao papel de desequilibrador que teve no jogo com o Getafe. Pela direita, viu Neymar avançando em velocidade pelo flanco oposto e, com uma virada de jogo perfeita, deixou o brasileiro na cara do gol. O camisa 11 chegou batendo de primeira, anotando um golaço e fechando a vitória em 2 a 0.

Sergi Roberto já havia feito boas partidas pelo Barcelona como lateral direito. Já havia provado que merecia um lugar no elenco de Luis Enrique, como opção para aquele setor, como possível substituto de Dani Alves para quando a trajetória do brasileiro pelo Barça chegue ao fim. Neste fim de semana, no entanto, mostrou poder ser mais do que isso.

Se em outras oportunidades no meio de campo o jovem havia decepcionado e criado um efeito bola de neve, que apenas diminuía o nível de suas atuações e aumentava a pressão a cada partida, desta vez o jogo foi de afirmação. Ele pode não virar o grande atleta que esperavam quando ainda era um canterano, e apenas esta atuação é pouco para se afirmar que ele transformou sua sorte completamente, mas isso não significa que não possa ainda assim estar acima da média. É cedo para descartar completamente seu talento e potencial.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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