La Liga

Raphinha tirou um gol mágico da cartola para ajudar o Barcelona a superar primeiro tempo caótico e vencer o Osasuna

Com o resultado, o Barcelona garante a liderança do Campeonato Espanhol até o final da Copa do Mundo

O primeiro tempo do Barcelona no Estádio El Saldar foi um pesadelo, com um gol cedo do Osasuna e expulsão de Robert Lewandowski, mas a recuperação depois do intervalo foi selada com um lindo gol por cobertura do brasileiro Raphinha, que havia saído do banco de reservas. Com a vitória por 2 a 1, os catalães estão garantidos na liderança até depois da Copa do Mundo do Catar.

O resultado suado foi a quinta vitória seguida do Barça pelo Campeonato Espanhol, embora o rendimento ainda não passe tanta confiança. Aproveitando dois tropeços do Real Madrid – derrota para o Rayo Vallecano e empate com o Girona – abriu 37 pontos, contra 32 do atual campeão, que enfrentará o Cádiz na próxima quinta-feira. A próxima rodada de La Liga depois desta semana será no último dia do ano, em 31 de dezembro, após o torneio no Catar.

O Barcelona teve um primeiro tempo absolutamente caótico. Logo no começo, em uma cobrança de escanteio após vacilo na saída de bola, David García se desmarcou e abriu o placar de cabeça, sem precisar pular. Busquets errou, pouco depois, e permitiu que Chimy Ávila tivesse uma boa oportunidade. O único sinal de normalidade foi uma finalização esperta de Lewandowski, após tabela com Dembélé, que parou em Aitor Fernández.

Na marca da meia hora, Lewandowski, que havia recebido cartão amarelo aos 11 minutos, trombou com propósito com David García, recebeu um incontestável segundo amarelo e deixou o Barcelona com um a menos. Marcos Alonso ficou pertinho de cometer um pênalti puxando a camisa de Aimar Oroz pouco depois, mas houve falta no início da jogada.

A melhor chance de empate saiu em uma cobrança de escanteio que encontrou Ferrán Torres livre na segunda trave. Ele, porém, cabeceou por cima do travessão. Quase no intervalo, Torres apareceu entre os zagueiros para desviar o cruzamento rasteiro de Alba às redes, mas estava completamente impedido. Durante o intervalo, Gerard Piqué entrou em campo para discutir com o árbitro e foi expulso, no banco de reservas, no que deve ter sido seu último jogo pelo Barça – e provavelmente da sua carreira.

A igualdade saiu no começo da etapa final. Alba projetou-se pela esquerda e tentou o cruzamento para a boca do gol. A defesa do Osasuna afastou em cima de Pedri, que apenas rolou no canto. O que parecia o início de uma reação do Barcelona não se concretizou, e o Osasuna seguiu mais perigoso. Ávila quase fez um golaço, colado na lateral esquerda, mas Ter Stegen estava esperto e se recuperou a tempo de espalmar.

Outro quase golaço foi de Kike García, que desviou o cruzamento da direita de Rubén García de letra, mas acertou o lado de fora da rede, enquanto o Barcelona sentia a inferioridade numérica e tinha dificuldade para chegar ao ataque. Um pouco remendado também: o lateral esquerdo Alejandro Balde estava na direita, Marcos Alonso na defesa, e Gavi precisou entrar no lugar de Christensen, recuando Frenkie de Jong.

No fim, foi da defesa que De Jong soltou o lançamento que decidiu o jogo. Raphinha, que havia entrado poucos minutos antes no lugar de Dembélé, escapou no limite da linha de impedimento e, da entrada da área, cabeceou por cima do goleiro Fernández, que havia se adiantado, para arrancar improváveis e cruciais três pontos que deixam o Barcelona garantido na liderança até depois da Copa do Mundo.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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