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Que líder que nada: Granada faz jogo perfeito e derrota o Barcelona

Se vencesse em casa, o Barça assumiria a liderança de La Liga, mas derrota mantém o time atrás do Atlético de Madrid, agora com o mesmo número de jogos

Tudo que o Barcelona precisava para assumir a liderança de La Liga era vencer o Granada em casa. Com isso, chegaria a 74 pontos, um a mais que o Atlético de Madrid, e estaria na ponta da tabela para as últimas cinco rodadas. Como se diz no Football Manager, o Granada mostrou que não eram favas contadas e venceu por 2 a 1, de virada. Com isso, a liderança Colchonera está preservada, ao menos por mais uma rodada.

O histórico do Granada no Camp Nou era terrível. Eram 26 jogos e 26 derrotas. A estatística, porém, é só uma curiosidade neste caso. Na 27ª vez que o clube foi visitar o famoso estádio, saiu com uma vitória, que fere um pouco as chances dos donos da casa de conquistarem La Liga. E isso em um dia que o time, comandado por Diego Martínez, tinha oito desfalques, por lesões e suspensões. Com menos opções no elenco, o time parecia ter ainda menos chances.

Desde o começo da partida, o Granada mostrou que dificultaria o quanto pudesse a vida dos catalães. Mesmo assim, o ataque do time da casa conseguiu arranjar um gol em uma boa jogada de dois dos seus melhores jogadores. Aos 23 minutos, Antoine Griezmann deu um belo passe para Lionel Messi, que chutou cruzado e fez 1 a 0. O jogo ainda poderia ficar mais fácil quando Messi recebeu uma bola pelo alto, em profundidade, e ficou de frente para o gol. Ele tocou com o pé esquerdo, colocado, mas mandou para fora. Uma grande chance desperdiçada.

A expectativa era que o Barcelona conseguisse se impor mais com a vantagem. Só que aos 18 minutos do segundo tempo, o meio-campo dos blaugranas se abriu quando Luis Suárez (que não é aquele, claro) girou em cima de Samuel Umtiti e enfiou a bola para Darwin Machís. O zagueiro Oscar Mingüeza tentou o corte, mas não conseguiu. A bola chegou aos pés de Machís, que dominou e chutou para marcar 1 a 1 no placar.

Como era de se esperar, o Barcelona tentou avançar mais o seu time. O técnico Ronald Koeman (ou melhor, o seu auxiliar, já que ele foi expulso minutos antes e terminou de ver o jogo na arquibancada) fez mudanças para tentar tornar a equipe mais ofensiva. Lançou a campo Ousmane Dembélé e Pedri, nos lugares de Mingüeza e Ilaix Moriba. Buscando as jogadas pelo lado, encontrava um Granada trancado na defesa, com duas linhas próximas. Sem ter espaço, o Barcelona tentava chutes que acabavam sendo travados pela defesa.

As coisas ficaram ainda piores para os catalães aos 34 minutos. Adrián Marin desceu pela esquerda e cruzou para a área. Jorge Molina, 39 anos, tocou de cabeça e venceu Marc-André ter Stegen: 2 a 1 para os visitantes. O que já era ruim virou trágico. Nem um ponto marcado. O desespero bateu e o Barcelona precisou ir para cima com tudo que tinha. Mas a desorganização reinou. O time foi para cima de qualquer forma e não conseguiu nada.

O árbitro encerrou a partida e o Barcelona, com números dominantes de posse de bola (81% a 19%) e de chutes a gol (16 a 5) saiu de campo derrotado. Mas não pense que os números querem dizer que o Barça jogou bem e não mereceu perder. Desde o começo, o Granada foi defensivamente muito bem e deu pouco espaço e poucas chances ao time de Messi. Saiu de campo com o orgulho de uma vitória que certamente a sua torcida comemorará muito.

Na classificação, o Barcelona fica com dois pontos a mais que o Atlético de Madrid. No domingo, o Barcelona vai até o Mestalla enfrentar o Valencia, enquanto o Atlético de Madrid Elche, ainda no sábado. No sábado seguinte, dia 8, o Atlético de Madrid visita o Barcelona no Camp Nou, em um jogo com cara de final.


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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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