La Liga

O massacre do Barça valeu mais pela homenagem a Messi e pelo gol inédito de Mascherano

O Barcelona parecia até mais leve no gramado do Camp Nou. Depois da vitória épica sobre o Real Madrid no domingo, o time de Luis Enrique deixou para trás o peso de quem amargou a eliminação na Liga dos Campeões e dependia de uma reviravolta para retornar à briga em La Liga. O adversário também ajudava. O Osasuna, à beira do abismo para retornar à segunda divisão, ofereceu pouquíssima resistência. E o que se viu foi um massacre blaugrana, por 7 a 1. Durante a goleada, o melhor aconteceu além das quatro linhas, em cenas envolvendo Lionel Messi e Javier Mascherano.

Messi precisou de apenas 12 minutos para começar a resolver o jogo. Aproveitou um erro da defesa para roubar a bola, avançar em velocidade por todo o campo de ataque e dar um leve toque para tirar do alcance de Salvatore Sirigu. A comemoração do artilheiro não teve nada de tão legal, mas os torcedores fizeram questão de homenagear seu craque. Como aconteceu há três dias no Bernabéu e em outros momentos nesta quarta, dezenas de pessoas nas arquibancadas ergueram suas camisas e exibiram o número às costas. Um momento que fica na memória.

André Gomes ampliou antes do intervalo e o Osasuna até esboçou uma reação no início do segundo tempo, com Roberto Torres descontando em cobrança de falta. Só serviu para acordar o Barça, com quatro gols entre os 12 e os 22 minutos. Aí, se sobressaiu o esforço de Javier Mascherano para balançar as redes pela primeira vez com o clube. O argentino tinha parado em uma defesa de Sirigu e por pouco não aproveitou uma bola na trave de Gerard Piqué, que originou o terceiro tento, com André Gomes. O quarto veio em um belíssimo lance individual de Messi e o quinto, com assistência de Mascherano, foi concluído por Paco Alcácer. Até o momento de glória do camisa 14.

Após pênalti cometido sobre Denis Suárez, todos fizeram questão que Mascherano partisse à marca da cal. E o argentino demonstrou enorme competência na cobrança, enchendo o pé, sem qualquer chance de defesa para Sirigu. Mesmo com o seis no placar, o tento foi efusivamente comemorado nas arquibancadas e pelos jogadores em campo, com todos abraçando o defensor. Já no banco de reservas, vários sorrisos entre os blaugranas. Mascherano não anotava um gol desde junho de 2014, pela Argentina. Por clubes, o jejum durava desde fevereiro de 2010, quando ainda estava no Liverpool. Precisou de 319 partidas oficiais para balançar as redes pela primeira vez pelos blaugranas. Ao final, ainda houve tempo para Paco Alcácer fechar a conta.

O resultado mantém o Barcelona na liderança de La Liga, com vantagem sobre o Real Madrid no confronto direto, mas um jogo a mais que os merengues. No fim das contas, a goleada sobre o Osasuna teve impacto maior sobre os vencidos, com o rebaixamento confirmado no Camp Nou. E, claro, para elevar o moral de alguns nomes do elenco blaugrana. Alcácer, Gomes e Mascherano saem elogiados do jogo, diante de uma temporada longe de ser boa assim. Reflete bem a fragilidade do adversário, mas também o clima ao redor da equipe de Luis Enrique nesta semana.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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