La Liga

O Espanyol impôs mais uma frustração ao Real Madrid, fulminante para o triunfo na Catalunha

O Espanyol foi mais direto em seus ataques e abriu vantagem de dois gols, tornando a reação do Real insuficiente

O Real Madrid parece não ter acordado do nocaute sofrido contra o Sheriff Tiraspol e tomou outra pancada neste domingo, que custou a invencibilidade da equipe de Carlo Ancelotti no Campeonato Espanhol. Desta vez, o estrago foi causado pelo recém-promovido Espanyol. Dentro da Catalunha, o estilo de jogo vertical dos Pericos causou muitos problemas à defesa merengue e rendeu a vitória por 2 a 1 no Cornellà-El Prat. Os madridistas até descontaram no fim e tiveram dois gols bem anulados, mas de novo fazem uma partida abaixo da crítica, desta vez resultando na primeira derrota por La Liga.

O Real Madrid iniciou a partida tentando empurrar o Espanyol para trás e Karim Benzema teve a primeira chance, bem acionado por Vinícius Júnior, mas parou no goleiro Diego López. Os Pericos, contudo, prometiam explorar os erros e Thibaut Courtois também precisou fazer a primeira intervenção em tiro de Adrián Embarba. Os catalães cresceram neste momento e conseguiram o primeiro gol aos 17 minutos. Embarba recebeu o passe em profundidade de Aleix Vidal e escapou de David Alaba, antes de cruzar rumo ao primeiro pau. Raúl de Tomás entrou rasgando e completou para o fundo das redes. A pressão sobre os merengues aumentava.

Com a vantagem, o Espanyol poderia se concentrar no trabalho defensivo e esperar os contragolpes. Assim, os Pericos fechavam os espaços e não davam muitas chances, em meio à insistência do Real Madrid. Os merengues não criavam chances claras e pouco incomodavam a meta de Diego López. Do outro lado, o perigo estava mais claro, especialmente nas combinações entre Embarba e De Tomás. O centroavante ainda teve algumas finalizações, que poderiam ter feito estrago no fim da primeira etapa.

O Real Madrid voltou ao segundo tempo com Rodrygo no lugar de Eduardo Camavinga, que ainda assim tinha sido um dos melhores da primeira etapa. A pressão merengue aumentou e Militão quase empatou. Todavia, o Espanyol trabalhava duro sem a bola e conseguiu o segundo gol aos 15, numa ação brilhante de Aleix Vidal. O ponta recebeu na intermediária e aplicou uma caneta em Nacho, antes de tirar do alcance de Thibaut Courtois. Logo Carlo Ancelotti mexeria de novo, com Casemiro e Luka Jovic, saindo Toni Kroos e Luka Modric.

O Espanyol seguiu melhor e Sergi Darder perdeu uma chance claríssima, no mano a mano com Courtois, batendo para fora. Mas ainda que os Pericos incomodassem, o Real Madrid reagiu graças a Benzema. O atacante teve um gol anulado por impedimento, antes de duas defesas de Courtois. Já aos 26, Benzema anotou um belo tento, ao carregar na entrada da área para escapar de dois marcadores e chutar no cantinho de Diego López. Os merengues voltavam ao jogo.

O Real Madrid manteve uma intensidade mais alta no ataque e era mais perigoso. Porém, o Espanyol ainda acelerava nos contragolpes e poderia marcar o terceiro sob o mínimo descuido. Num fim de jogo animado, Benzema cabeceou para fora e Eden Hazard teve um golaço anulado por impedimento do francês na assistência. Os catalães, de qualquer forma, conseguiram prender a bola em certos momentos e gastar o tempo para esfriar os merengues. Nos acréscimos, um assistente do técnico Vicente Moreno até foi expulso por reclamação, o que não diminui o grande trabalho da comissão blanquiazul para acertar seu time a uma excelente vitória.

O Real Madrid permanece na liderança de La Liga, mas à frente do Atlético de Madrid por causa do saldo de gols. As duas equipes somam 17 pontos e podem inclusive perder a posição para a Real Sociedad na sequência da rodada. O Espanyol, por sua vez, soma a segunda vitória neste retorno à elite. Os Pericos ocupam o 12° lugar, com nove pontos e um resultado para marcar a volta à primeira divisão.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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