O caos tomou conta do Sevilla, pulverizado por Griezmann e pelo Atlético de Madrid

O Sevilla protagoniza uma temporada estranha. Se você olha o quadro geral, o desempenho é satisfatório. O time chegou à final da Copa do Rei, avançou às oitavas da Liga dos Campeões (quase batendo o Manchester United na ida) e, no Campeonato Espanhol, segue na briga pelas competições continentais. No entanto, o futebol não convence e as oscilações são grandes. Os andaluzes sofreram cinco gols na mesma partida cinco vezes em 2017/18. Antes, haviam patinado contra Real Madrid, Betis, Eibar e Spartak Moscou. Já neste domingo, o Atlético de Madrid estraçalhou. Diante do show de horrores da defesa anfitriã, os colchoneros não tiveram piedade no Estádio Ramón Sánchez-Pizjuán. Massacraram por 5 a 2. Antoine Griezmann destoou, participando pela primeira vez na carreira de quatro gols no mesmo jogo – marcou três e deu uma assistência.
Durante o início da partida, o Sevilla até foi melhor. Criou mais oportunidades e viu Jan Oblak se agigantar contra Luis Muriel. O desastre tomaria forma a partir dos 29 minutos. Ever Banega errou a saída de bola e deixou Diego Costa bater sua carteira na entrada da área. Sozinho com Sergio Rico, o artilheiro não perdoou. Os colchoneros cresceram com o tento. E ampliaram aos 42, em chutaço de Griezmann, que comandaria o espetáculo na volta do intervalo.
Logo aos seis do segundo tempo, o francês aumentou a contagem. Em um inédito pênalti para o Atleti neste Campeonato Espanhol, após Diego Costa ser derrubado por Sergio Rico, o camisa 7 converteu. O Sevilla até tentaria esboçar uma reação, o que logo desabaria diante das debilidades de sua defesa. Mais um erro idiota na saída de bola, desta vez com Gabriel Mercado recuando errado, permitiu que Griezmann roubasse a bola e servisse Koke aos 20. O artilheiro ainda carimbaria a trave, antes de completar sua tripleta aos 36. Saúl passou fácil pela marcação e cruzou para o companheiro escorar. Por fim, como se ainda fosse possível manter alguma honradez, os andaluzes descontaram duas vezes, com Pablo Sarabia e Nolito.
Nos meses anteriores, o Sevilla tinha sido uma pedra no sapato do Atlético de Madrid, ao eliminar os colchoneros na Copa do Rei. Não havia melhor maneira para os comandados de Diego Simeone expurgarem os fantasmas. Seguem firmes na segunda colocação, a sete pontos do Barcelona e sete à frente do Real Madrid, acumulando sete vitórias consecutivas. Já os andaluzes precisam se sentar no divã e questionar mais uma vez o trabalho de Vincenzo Montella. O time caiu para a sexta posição, ultrapassado pelo Villarreal. Além disso, com a vitória do Valencia, são dez pontos de distância do G-4.



