La Liga

Matheus Cunha parecia se tornar herói, mas o Levante arranjou um pênalti no fim e forçou o empate com o Atlético

O Atlético de Madrid esteve duas vezes em vantagem no placar, mas tropeçou contra o vice-lanterna de La Liga

O Atlético de Madrid demora a engrenar em La Liga e tropeça mais uma vez, no fechamento da rodada. Os colchoneros visitaram o Levante no Estádio Ciutat de Valencia e não passaram de um empate contra o vice-lanterna do campeonato, com o placar de 2 a 2. Os madrilenos estiveram por duas vezes à frente no placar, mas cederam a igualdade em ambas ocasiões, depois de pênaltis cometidos. No primeiro tempo, depois de um bom início, o Atleti se apagou e deixou os Granotas encostarem. Já na segunda etapa, Matheus Cunha parecia se tornar herói ao sair do banco e logo marcar o segundo gol, mas um pênalti muito reclamado pelos rojiblancos deu um ponto para os valencianos. Com isso, a equipe de Diego Simeone cai para a sexta posição.

O Atlético de Madrid tentou resolver o jogo logo cedo em Valência. João Félix participava bastante nos primeiros minutos e logo testou o goleiro Aitor Fernández. Os colchoneros dominavam as primeiras ações e abriram o placar aos 13 minutos, a partir de um escanteio. Na sequência da jogada, Felipe escorou no segundo pau e Antoine Griezmann apareceu na pequena área para completar. A postura propositiva do Atleti, entretanto, não durou tanto. Os colchoneros foram de mais a menos e passaram a tomar sustos nos contragolpes.

Costumeiro adversário indigesto dos grandes, o Levante logo passaria a exigir de Jan Oblak e o goleiro faria defesa segura em tiro de Óscar Duarte aos 26. Os Granotas marcavam presença nas bolas aéreas e ensaiaram o empate primeiro num contragolpe puxado por José Luis Morales, que Héctor Herrera quase marcou contra. Na cobrança de escanteio, após um desvio no primeiro pau, Koke ainda salvou uma bola quase em cima da linha. Já aos 37, num pênalti cometido por Luis Suárez sobre Rubén Vezo em meio a este abafa, os anfitriões empataram. Enis Bardhi chutou forte e superou Oblak. Quando o Atleti tentou responder antes do intervalo, os valencianos se fecharam bem. E o time da casa ainda reclamou do apito final, num ataque interrompido pelo árbitro.

O segundo tempo recomeçou mais travado, com muitos erros das equipes e uma postura previsível do Atlético. O Levante se fechava bem e conseguia travar os adversários, num reinício de partida com parcas emoções. O Atleti só melhorou com as substituições, e a entrada de Matheus Cunha foi providencial. Com menos de cinco minutos em campo, o brasileiro anotou o segundo gol, aos 31. Rodrigo de Paul, outro que tinha saído do banco, fez ótima jogada individual e enfiou a bola na medida para Matheus. O atacante se posicionou perfeitamente e pegou a defesa aberta, antes de definir por baixo de Aitor.

O gol do Atlético, entretanto, motivou o Levante a buscar uma pressão final. E os Granotas ganharam um pênalti bem questionável, por um toque no braço de Renan Lodi. Depois de muitos protestos dos colchoneros, Bardi mais uma vez cobrou e só deslocou Oblak, assegurando novamente o empate. Seriam dados oito minutos de acréscimos. E quase veio uma virada dos valencianos, em cabeçada de Rober Pier que passou pertinho do travessão, após escanteio. O apito final de novo incomodou os anfitriões, com direito a expulsão de Pier por reclamação. Mas ficaria nisso mesmo.

O empate deixa o Atlético de Madrid na sexta colocação do Campeonato Espanhol, com os mesmos 19 pontos de Rayo Vallecano e Osasuna, mas entre os dois por ter um saldo inferior ao dos franjirrojos. A equipe só venceu um de seus últimos quatro jogos, mas vale lembrar que tem uma partida atrasada. O Levante, que já até demitiu seu treinador neste início de Liga, ocupa o penúltimo lugar. Os Granotas têm seis pontos, todos eles provenientes de empates.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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