La Liga

Laporta consegue garantia bancária para assumir Barcelona com aporte do CEO da Mediapro

Joan Laporta tinha até esta quarta-feira para apresentar as garantias bancárias de €125 milhões para poder assumir como presidente do Barcelona, depois de vencer as eleições do clube. Para assumir o cargo, o candidato vencedor precisa ter uma garantia bancária de 15% do orçamento do clube e isso foi alcançado, segundo confirmado pela ESPN.

Quem apareceu para ajudar a dar mais solidez e conseguir a garantia bancária foi Jaume Roures, CEO da Mediapro, empresa de mídia catalã. A informação foi dada pelo diário econômico Expansión, da Catalunha. Ele teria aportado €30 milhões no montante necessário. A Mediapro tem os direitos de La Liga, da segunda divisão espanhola, da Liga Europa, da Champions League, Copa da Alemanha, Libertadores, Campeonato Espanhol Feminino, Copa da França, entre outros. Outro que surgiu para oferecer essa garantia bancária foi Eduard Romeu, vice-presidente da Audax Renovables.

Com isso, Laporta será oficialmente apontado presidente do Barcelona em uma assembleia extraordinária que acontecerá nesta quarta-feira, com a participação de cerca de 300 pessoas. Sua eleição mexe com as estruturas do clube, além de desafios enormes. Falamos sobre o assunto na edição especial do nosso podcast em que Bruno Bonsanti recebeu Marcelo Bechler, correspondente em Barcelona da TNT Sports.

Segundo o estatuto do Barcelona, o presidente deve ser responsável por suas ações enquanto estiver no cargo e a garantia bancária é a forma de proteger o clube contra gestões irresponsáveis. A garantia bancária precisa ser aprovada por La Liga, caso contrário o clube precisaria convocar novas eleições.

Ainda segundo o estatuto, os membros da diretoria “são igualmente responsáveis pela quantia total a não ser que acordos individuais ou internos sejam feitos entre os membros da diretoria para uma distribuição diferente de responsabilidades”.

Conseguir a garantia bancária se tornou um drama para Laporta porque um dos seus vices, Jaume Giro, que seria responsável por parte importante dessa garantia, decidiu não fazer parte do time. Ele esperava ganhar mais poder justamente pelo seu aporte financeiro, mas Laporta não estava disposto a dar esse poder a ele. As divergências entre os dois fizeram com que o vice saísse e a garantia bancária do candidato ficasse em risco.

Com isso, Laporta será referendado como presidente do Barcelona nesta quarta-feira de forma oficial, em uma cerimônia com cerca de 300 pessoas, no Camp Nou.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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