Jogaram de terno: Real Madrid esbanja classe e atropela o Celta na Galícia
Show de Modric e Vinícius Júnior rendeu demais para os madridistas em goleada
Todo ano alguém aparece para dizer que o meio-campo do Real Madrid é velho demais para render por mais tempo. Todo ano alguém tem de dar o braço a torcer e reconhecer que Luka Modric é um dos maiores jogadores da história e tem envelhecido como vinho. Neste sábado (20), os atuais campeões da Espanha e da Europa varreram mais um adversário, o Celta de Vigo, por 4 a 1.
O jogo não foi dos mais fáceis, já que o Celta de Eduardo Coudet não gosta de apenas observar seus adversários jogarem. Em pleno estádio de Balaídos, na Galícia, o Celta não temeu o Real e tentou fazer um abafa forte para marcar. Mesmo finalizando bastante, o time da casa não teve tanta competência para construir sua vantagem e foi completamente varrido na etapa final, quando escapou de sofrer uma goleada ainda maior.
O placar foi aberto por ele, o homem que se alimenta de gols e estava faminto: Karim Benzema, aos 14. Na marca do pênalti, após revisão do VAR, o camisa 9 deixou tudo encaminhado para mais uma vitória (não das mais fáceis) para a equipe de Carlo Ancelotti. O problema é que o Real ofereceu o empate de bandeja logo depois, com Éder Militão. O brasileiro cometeu uma penalidade e Iago Aspas converteu a cobrança.
Antes que o Celta começasse a gostar demais do jogo, apareceu a sombra do craque, o camisa 10 que se recusa a descansar. Modric recebeu passe de David Alaba e mandou um míssil no alto da meta de Agustín Marchesín. Aos 41 minutos, o croata deu um daqueles chutes indefensáveis que só ele consegue achar, para dar a vantagem aos madridistas. Dali em diante, sobretudo na segunda etapa, o Real foi soberano.
O jogo pedia o talento de Vinícius Jr, e ele entregou: aos dez minutos da etapa final, depois de muitos dribles contra a marcação galega, o atacante fez a mágica. Em disparada no ataque após passe de Modric, Vini saiu de cara para Marchesín, deu um par de pedaladas e saiu para a esquerda, com tempo e espaço para finalizar tranquilamente. Um golaço típico do atleta mais talentoso do elenco de Ancelotti.
Ainda houve tempo para que Vini arrumasse uma assistência para Federico Valverde. O passe estava indo na direção de Benzema, mas o francês escorregou e viu a bola passar para o uruguaio, que chegou já com o chute engatilhado para mandar no cantinho do gol de Marchesín. Era o suficiente para impedir qualquer gracejo do Celta no jogo.
Na segunda etapa, Ancelotti mexeu no time e colocou o ainda desacreditado Eden Hazard em campo, na vaga de Vini. A missão de recuperação do belga, que sofreu com lesões, ainda está longe de acabar. Em um desses lances de improviso, o contragolpe do Real Madrid foi tocado por Antonio Rüdiger, que saiu de trás na defesa e armou a jogada. O alemão se esforçou e acionou Benzema, que antes de conseguir dar o passe para trás, foi derrubado por Hugo Mallo. Benzema optou por dar a bola a Hazard para a cobrança, mas o camisa 7 bateu mal e Marchesín pegou.
Para Ancelotti, a missão nesse começo de temporada é recuperar a pegada mostrada no fim da campanha de 2021-22. E se possível, trazer Hazard a um nível próximo do que ele jogava nos seus tempos de Chelsea. Essa parte será mais difícil, mas enquanto ao desempenho do time, a torcida pode ficar despreocupada, pois os senadores madridistas, mesmo sem a presença de Casemiro, seguem entregando seu melhor em campo.



