La Liga

Guia de La Liga 2020/21 – Levante

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Por Daniel Souza e Guilherme Bianchini

Cidade: Valencia (Valencia)
Estádio: Ciutat de València (26.354)
Técnico: Paco López (Espanha)
Posição em 2019/20: 12º (49 pontos)
Títulos: 0
Projeção: meio de tabela
Principais chegadas: Son (LD, Ponferradina), Mickaël Malsa (V/MC, Mirandés), De Frutos (MD/ME, Real Madrid) e Dani Gómez (A, Real Madrid Castilla)
Voltaram de empréstimo: Manzanara (Z, Ponferradina), Luna (LE, Rayo Vallecano), Pepelu (V, Tondela) e Doukouré (V/MC, Huesca)
Principais saídas: Iván López (LD), Bruno González (Z, Valladolid) e Borja Mayoral (A, pertence ao Real Madrid)
Time-base (4-4-2): Aitor Fernández; Miramón, Sergio Postigo, Rúben Vezo e Carlos Clerc; De Frutos, Melero (Radoja), Campaña e Bardhi; Morales e Roger Martí.

Para um clube sem grande tradição em La Liga, com orçamento modesto, cada temporada a mais na Primeira Divisão é motivo de comemoração. Em meio a outros grandes feitos no campeonato, passa até despercebido o ótimo trabalho de Paco López à frente do Levante. Após realizar um autêntico milagre para garantir a permanência em 2017/18, o técnico foi fundamental para a consolidação na elite espanhola. Tudo isso com um futebol bastante ofensivo, que já virou marca registrada da equipe. Diante da estabilidade do projeto, nada mais seguro que apostar na continuidade.

Em uma janela de transferências esvaziada pelos problemas financeiros da pandemia, o clube valenciano se beneficia por manter peças-chave que já haviam despertado interesse do mercado, como os meias Campaña e Bardhi. Mas dentre as permanências, a mais valiosa é a de Aitor Fernández — para muitos, o melhor goleiro do último Campeonato Espanhol, devido à enorme influência na permanência tranquila de seu time. Em diversas ocasiões, os milagres de Aitor esconderam defeitos de toda a defesa — situação semelhante à vivida por Keylor Navas na meta granota.

A cartilha para reforçar o elenco também foi a mesma das últimas temporadas: contratações baratas ou de custo zero, com foco na Segunda Divisão — o próprio Aitor Fernández, comprado do Numancia em 2018, foi uma aposta nesses moldes. Por 2,5 milhões de euros cada, o Levante fechou com dois jovens do Real Madrid, ambos após destaque em empréstimos na Segunda: o ponta De Frutos e o centroavante Dani Gómez. De Frutos, em especial, agradou bastante na pré-temporada e tem tudo para ser titular no flanco direito. Gómez é uma reposição natural de Borja Mayoral, cujo empréstimo se encerrou.

A saída do atacante foi, até o momento, a maior perda granota nesta janela. Embora não fosse titular absoluto, Mayoral era importante na rodízio promovido por Paco López no ataque. No mesmo setor, a equipe terá outro duro desfalque nas rodadas iniciais, já que o artilheiro Roger Martí está machucado. Abre-se uma chance para Sergio León, que ainda não se firmou. Mas a grande esperança ofensiva atende pelo nome de José Luis Morales, o “Comandante”. Aos 33 anos, o ídolo tem renovação encaminhada para ficar no clube até o fim da carreira. Apesar de um 2019/20 abaixo da média, o ótimo camisa 11 ainda goza de muito prestígio.

Acostumado a viver à sombra do grande time da cidade, o Levante nunca sentiu o gostinho de terminar à frente do Valencia em La Liga. Com o arquirrival vivendo uma das maiores crises de sua história, será possível alcançar o feito? A esperança certamente existe, e pode se transformar em motivação extra para uma equipe em que o meio de tabela já é considerado um sucesso. A partir dos milagres de Aitor Fernández, da cadência de Campaña e da magia de Morales, há razões para sonhar.

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