Faixa carimbada: Atlético derrota o Real Madrid e se consolida no G4 de La Liga
Foi a primeira vitória colchonera no dérbi da capital pelo Campeonato Espanhol desde 2016
O clima era de final no Wanda Metropolitano, embora o Real Madrid já fosse campeão, e o Atlético de Madrid foi empurrado à sua primeira vitória sobre o grande rival pelo Campeonato Espanhol desde 2016, com Yannick Ferreira Carrasco cobrando pênalti para fazer o único gol do 1 a 0 deste domingo.
O Atleti precisava dos pontos para se consolidar em quarto lugar, agora a seis do Betis, em quinto, mas a rivalidade ficou mais acirrada durante a semana quando o clube colchonero se recusou a fazer a tradicional guarda de honra para homenagear o título recém-conquistado do Real Madrid.
Ao contrário, carimbou a faixa do finalista da Champions League com a vitória por um placar apertado em um jogo que poderia ter terminado com muito mais gols, com os dois times criando e perdendo várias chances. O resultado encerra uma sequência de oito jogos sem vitória do Atlético contra o Real.
Como ao Real Madrid o jogo era mais um exercício burocrático, Carlo Ancelotti escalou um time bastante diferente, com Jesús Vallejo na zaga ao lado de Éder Militão, Lucas Vázquez e Nacho Fernández nas laterais, Eduardo Camavinga titular no meio campo, e Marco Asensio, Luka Jovic e Rodrygo no ataque. Andriy Lunin começou jogando debaixo das traves.
A diferença de importância da partida para os dois times ficou clara no primeiro tempo dominado pelo Atlético de Madrid, que teve um chute rasteiro de Ángel Correa passando rente à trave de Lunin e depois outro de Carrasco, também muito próximo, após drible de Casemiro pela esquerda. O Real Madrid pouco criava, o Atleti dominava a posse de bola e tentava encontrar o caminho.
Ele veio em uma arrancada de Matheus Cunha pelo meio da área. Ele foi travado por Vallejo de um lado e Militão do outro. Em um primeiro momento, não pareceu falta, mas o árbitro foi chamado ao VAR para checar um pisão de Vallejo no atacante colchonero. A avaliação foi de pênalti, convertido por Matheus Cunha, aos 35 minutos da etapa inicial.
A partida pegou para valer depois do intervalo. Oblak saiu do gol para abafar a tentativa de Jovic, logo aos dois minutos, e Carrasco mandou uma boa chance por cima do travessão. Aos 17 minutos, Camavinga errou na saída de bola, Griezmann recolheu, avançou pelo meio e rolou na medida perfeita para Cunha, que tentou chapar cruzado de perna esquerda e parou no goleiro.
Aproximadamente entre os 25 e os 35 minutos, o Atlético de Madrid teve três oportunidades muito boas de ampliar, mas Griezmann mandou duas raspando a trave, e Carrasco, em contra-ataque, cara a cara com Lunin, acertou o pé da trave. No outro lado, Oblak frustrava as tentativas do Real Madrid, que havia melhorado com as entradas de Vinícius Júnior, Ferland Mendy, Federico Valverde e Luka Modric.
O fim do jogo foi de domínio do Real Madrid. Até os contra-ataques do time da casa rarearam. Oblak parou Valverde de fora da área, depois a falta rasteira de Asensio e só torceu na cabeçada de Nacho, em cruzamento de Vinícius Júnior. As arquibancadas, orquestradas por Diego Simeone, rugiram quando o árbitro terminou o jogo.
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