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Em meio às interrogações, Messi continua como a grande certeza do Barcelona

Muito se questiona sobre as reais chances do Barcelona nesta temporada. Mas se há uma certeza aos blaugranas, apesar de tudo, esta se concentra em Lionel Messi. Que não dê mais suas arrancadas como antes, a superioridade do camisa 10 é gritante. O time depende de sua capacidade. E assim aconteceu neste sábado, na visita ao Alavés pela segunda rodada do Campeonato Espanhol. Os blaugranas encontraram dificuldades em Mendizorroza, contra um adversário modesto, mas aplicado. Acabaram contando com o poder decisivo de Messi, que desperdiçou um pênalti, mas ainda assim marcou os dois gols no triunfo por 2 a 0.

Sem poder contar com Luis Suárez, lesionado, Ernesto Valverde escalou Messi como falso 9. O argentino era o principal vértice do ataque, mas também tinha liberdade. Enquanto isso, Aleix Vidal e Gerard Deulofeu surgiram como opções ao Barcelona nas pontas. E as principais chances dos blaugranas se concentravam no camisa 10. O craque travou um duelo particular com o goleiro Fernando Pacheco durante o primeiro tempo, parando em suas boas defesa. Aos 38, teve a chance de abrir o placar em um pênalti, que o camisa 1 voou para espalmar. Já do outro lado, o Alavés jogava por um contra-ataque e só não saiu em vantagem porque Marc-André- ter Stegen salvou o melhor lance, no mano a mano com Rubén Sobrino.

Somente no segundo tempo é que Messi desequilibrar o placar. E aproveitando os erros defensivos do Alavés. O primeiro gol saiu aos dez minutos. Jordi Alba tabelou com Andrés Iniesta pela esquerda e cruzou. O camisa 10 se antecipou à marcação, inteligentemente, antes de soltar o pé. A bola prensada finalmente venceu Pacheco. Onze minutos depois, mais um tento do craque. Em contra-ataque puxado por Paco Alcácer, a zaga basca bobeou na hora de afastar o perigo e a bola sobrou para Messi acertar um bonito chute de primeira.

Na sequência do jogo, por mais que o Alavés tenha tentado descontar, Messi quase completou a sua tripleta, acertando a trave. Dez dos 23 arremates do Barcelona na tarde saíram dos pés do camisa 10, que ainda serviu o passe para outros três. Números que enfatizam a sua influência sobre o jogo pouco efetivo dos catalães. Por fim, a partida proporcionou a estreia de Paulinho, substituindo Iniesta aos 43 minutos, mas sem ter tempo suficiente para mostrar serviço.

A maior cobrança sobre Ernesto Valverde neste momento é encontrar um padrão ao Barcelona. O time parece perdido, sem os traços de seu jogo característico e sem esboçar uma identidade. A solução continua em Lionel Messi, que corresponde na medida que seu talento permite. E enquanto Suárez não volta ou Ousmane Dembélé não estreia, a responsabilidade ofensiva recairá ainda mais sobre o camisa 10.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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