Diego López sustenta seu lugar na elite espanhola aos 40 anos, contratado pelo Rayo Vallecano
Diego López atuou pelo Espanyol nas últimas seis temporadas e, ao final de seu contrato, assinou com o Rayo Vallecano

Diego López está entre os goleiros mais longevos da história de La Liga e, prestes a completar 41 anos, continua em atividade. O veterano foi ídolo do Villarreal, teve bons momentos com o Real Madrid e, nas últimas seis temporadas, protegeu a meta do Espanyol. Não deixou o clube nem com o rebaixamento, sendo um dos responsáveis pelo acesso, e manteve a titularidade na primeira divisão. Neste momento, o arqueiro se despede dos Pericos ao final de seu contrato. Mas segue na elite do Campeonato Espanhol, ao estender sua carreira por mais uma temporada, em assinatura com o Rayo Vallecano.
Nascido em Paradela, Diego López começou a carreira na base do Lugo, mas se transferiu para o Real Madrid C quando tinha 18 anos. Faria sua formação nos merengues, mas sem muitas chances na equipe durante a melhor fase de Iker Casillas. Sua carreira decolou mesmo quando se transferiu para o Villarreal em 2007/08 e virou um dos símbolos do clube na primeira divisão. Seriam cinco temporadas no Madrigal, até que o Submarino Amarelo caísse. Teve uma rápida passagem pelo Sevilla, até assinar com o Real Madrid em janeiro de 2013, diante da urgência após uma fratura na mão sofrida por Casillas.
Diego López fechou o gol do Real Madrid no restante da temporada e manteve a posição mesmo com a volta de Casillas – que, na época, vivia às rusgas com José Mourinho. Carlo Ancelotti chegou em 2013/14 e também preservou Diego como titular em La Liga. Casillas jogou pelas copas, e acabou como titular na conquista da Champions League. Em 2014/15, os merengues trouxeram Keylor Navas e Diego López defenderia o Milan. Foi titular por pouco mais de uma temporada, até ser atrapalhado pelas lesões.
Já a recuperação de Diego López aconteceu no Espanyol, a partir de 2016/17. O veterano se tornou uma liderança importante e só não foi titular em parte de sua segunda temporada, no banco de Pau López. De resto, participou dos bons e dos maus momentos. Brilhou na equipe que se classificou à Liga Europa, não fugiu da raia depois do rebaixamento, continuou disputando a segundona. E seu desempenho seria satisfatório na volta à Liga em 2021/22. Foram 36 partidas, 11 delas sem sofrer gols. Na rodada final, pegou até pênalti que rebaixou o Granada. Contudo, uma mudança na direção dos Pericos acelerou sua saída ao final do contrato. Planejam uma reformulação mais profunda do grupo e querem um arqueiro para o futuro.
O Rayo Vallecano buscava um novo goleiro, depois que Luca Zidane deixou o clube, também no fim de seu vínculo. Stole Dimitrievski segue no elenco, embora quase tenha saído em janeiro, quando frequentou o banco por algumas partidas. Ainda que Andoni Iraola costume promover rotações na posição, Diego López chega com condições de atuar com mais frequência. Em sua escolha, pesou também a relação com David Cobeño, diretor esportivo que foi seu companheiro nos tempos da base de Real Madrid.
Vai ser um capítulo (final?) interessante para Diego López. O Rayo Vallecano demonstrou potencial no início da temporada passada, mas caiu de nível drasticamente na segunda metade de La Liga. Ter alguém tão rodado quanto ele pode auxiliar no trato dentro dos vestiários. Ainda assim, o objetivo primordial dos franjirrojos é evitar o rebaixamento. Depois disso é que podem surgir outras ambições. Além de Diego, outra novidade da janela é o ponta Salvi, que estava no Cádiz.



