Diego Alves é apresentado no Celta aos 37 anos: “Meu objetivo era voltar à Espanha”
Após o fim do seu contrato com o Flamengo, Diego Alves volta à Europa para o futebol aos 37 anos, com a fama que construiu ao longo do tempo
O goleiro Diego Alves deixou o Flamengo no fim do ano, ao final do seu contrato, e acertou o retorno ao futebol europeu. Aos 37 anos, ele defenderá o Celta até o fim da temporada e será uma opção, já que o goleiro Agustín Marchesín está fora por toda a temporada. O titular tem sido Iván Villar. O brasileiro chega para disputar a posição e conta que seu objetivo sempre foi retornar o futebol espanhol.
Formado pelo Atlético Mineiro, o goleiro foi para a Europa ainda jovem, em 2007, contratado pelo Almería. Foram quatro anos no clube até trocar de clube e acertar com o Valencia. Ficou lá de 2011 a 2017, quando acertou o seu retorno ao Brasil para defender o Flamengo. Foram cinco anos e meio atuando pelo clube rubro-negro, com muitos títulos conquistados. Perdeu espaço no último ano e deixou o clube ao final do seu contrato, em dezembro de 2022. Sem clube, acertou com o Celta para ser uma opção para o técnico Carlos Carvalhal até o fim da temporada.
“Foi muito rápido. Na sexta-feira meu agente me ligou perguntando o que eu acharia se houvesse a opção de voltar e eu disse que sim, estava disponível. Havia terminado meu contrato com o Flamengo e tinha muito claro que não queria continuar jogando no Brasil. Segui trabalhando para ter uma oportunidade fora do Brasil e chegou a oportunidade no Celta”, disse o jogador.
“Minha última partida foi no dia 14 de novembro com o Flamengo. Logo veio o Mundial e meu contrato terminou no dia 31 de dezembro. Tinha o pensamento de jogar fora do Brasil, tinha algumas propostas de clubes brasileiros, mas não queria porque meu objetivo era voltar à Espanha e saiu tudo bem”.
O goleiro admitiu que precisa de um tempo para se preparar fisicamente. “Fisicamente não estou como meus companheiros, que estão na metade da temporada, mas segui trabalhando no Brasil. Tenho uma casa com academia e campo e tive tempo para trabalhar. Rapidamente estarei pronto no meu máximo de nível físico para poder ajudar”.

Diego Alves também elogiou muito a estrutura do Celta. “Não tinha ideia da estrutura, todo que vi aqui é uma maravilha. Em muitos clubes do mundo não há uma estrutura igual. O Celta é um clube que no futuro será muito maior. Minha vontade de voltar era importante. Tenho muitos amigos que passaram por aqui e todos falaram maravilhas da cidade, das pessoas e do clube. É um clube muito familiar. As pessoas estão muito contentes pela minha contratação aqui, fui muito bem recebido. Temos uma esperança muito grande para conseguir coisas bonitas aqui”.
“Eu jogava no Brasil em um clube que exigia muito, como o Flamengo, que é uma das maiores equipes da América do Sul e para isso tem que se manter em nível. Jogar no Flamengo aos 37 anos é uma grande exigência, mas no Celta me sinto preparado, se não, não estaria aqui sentado. Nas primeiras conversas que tivemos pensei que teria condições de continuar jogando. Agora tenho que trabalhar para cumprir o objetivo”, continuou o arqueiro.
“Conheço Iago Aspas, com quem já sofri bastante jogando contra, e Mallo, que joguei também muitas vezes contra ele. São todos jogadores de qualidade. De Iago Aspas não é preciso dizer nada, tem uma qualidade espetacular e é o capitão do time”.
Sobre ser titular, o goleiro, como esperado, desconversou. “Isso de jogar é um tema mais de campo. Eu venho para trabalhar, somar e trazer toda a experiência que tenho no futebol. Isso de jogar é uma questão para o técnico, nós temos que deixar tudo nos treinamentos para que ele tenha confiança em nós”, disse ainda Diego Alves.
O goleiro foi perguntado também sobre a fama de pegador de pênaltis. “Peguei alguns, sim. Mas antes de pegador de pênaltis, sou um goleiro chamado Diego Alves. É uma característica que uso há muito tempo, pela qual sou conhecido na Espanha e espero poder aumentar o número de pênaltis defendidos”, afirmou o brasileiro.
Diego Alves ainda comentou sobre o nível da equipe do Celta. “Assisti o último jogo e vi uma equipe muito valente. Jogar fora de casa contra o Betis é muito difícil. Conseguiu uma virada muito importante, jogando com personalidade, tendo a bola e gerando chances. A equipe tem muito potencial”, continuou.



