La Liga

Depois do Real Madrid, Cádiz vence também o Barcelona, aproveitando trapalhada incrível da defesa

O Cádiz retornou à primeira divisão espanhola após 14 anos, e quem dissesse que, no começo de dezembro, já teria vitórias sobre Real Madrid e Barcelona em seu currículo seria taxado de maluco. Se quiser uma ilustração do quanto os gigantes espanhóis estão vulneráveis nesta temporada, basta lembrar que, depois de derrotar os merengues, o time recém-promovido derrotou também os catalães, por 2 a 1, neste sábado, aproveitando um show de horrores da defesa adversária.

Sem querer simplificar demais, mas também como uma ilustração do atual momento do futebol espanhol, o Atlético de Madrid, líder de La Liga, agora com 12 pontos a mais que o Barcelona e o mesmo número de partidas, goleou o Cádiz por 4 a 0.

A quarta derrota do Barcelona em dez rodadas de La Liga começou a ser construída aos oito minutos, quando Fali desviou escanteio na primeira trave e o garoto Oscar Mingueza cabeceou contra o próprio patrimônio. Ter Stegen conseguiu evitar o gol contra, mas Álvaro Giménez, em cima da linha, conferiu.

Com vantagem no placar a favor do Cádiz tão cedo, o primeiro tempo foi exatamente como você está imaginando. O Barcelona teve 81% (!) de posse de bola e cercou a área adversária como se fosse um time de handebol. Também como um time de handebol, precisaria ter usado as mãos para criar alguma coisa relevante porque, com os pés, saiu muito pouco.

Messi deu um bom passe para Sergiño Dest, que cruzou rasteiro da direita e Griezmann não alcançou a bola. Coutinho apareceu na segunda trave, mas chutou muito alto. O goleiro Ledesma barrou Braithwaite e depois defendeu falta de Messi. Nos minutos finais da primeira etapa, o goleiro mostrou que estava esperto ao dar um tapinha para evitar o gol olímpico do craque argentino.

Assim, meio por acaso, parecia realmente a melhor maneira de o Barcelona empatar. Logo, após outra boa jogada de Messi, na entrada da área, Jordi Alba cruzou, e Pedro Alcala, na tentativa de desviar, marcou contra. Era o momento para os catalães pressionarem ainda mais e conseguirem a esperada virada, certo? Certo. Exceto que…

Dá para fazer um ranking de quem foi pior na jogada do segundo gol do Barcelona. O líder é provavelmente Clément Lenglet, que deixou a cobrança de lateral passar por ele na esquerda da grande área. Em seguida, Ter Stegen perdeu a dividida com Álvaro Negredo. Frenkie De Jong, no mais puro desespero, passou batido pelo veterano, que teve tranquilidade para empurrar a bola ao gol vazio.

Assim que a música dos Trapalhões parou de tocar no Ramón de Carranza, o Barcelona voltou à tona para tentar pelo menos empatar o jogo, mas seguiu encontrando as mesmas dificuldades. Até aumentou a sua posse de bola sem propósito para 85%. Dest perdeu uma boa chance, Ter Stegen evitou o terceiro do Cádiz, após erro de Messi, e Pjanic teve a melhor oportunidade, dentro da área, mas Ledesma fez uma grande defesa. No contra-ataque, Bobby Adekanye quase fechou o caixão.

No fim, nem precisou.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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