La Liga

Com mais uma atuação decisiva, Benzema vai construindo uma temporada histórica na Champions League

Ele anotou um hat-trick pelo segundo jogo seguido de mata-mata - e contra adversários pesados

Mais um jogo do Real Madrid, mais um show de Karim Benzema. Fica até repetitivo continuar exaltando-o, mas é impossível se segurar. A magnitude do que ele vem fazendo nesta temporada, tanto no Campeonato Espanhol, quanto na Champions League, tem proporções históricas. Talvez especialmente na Champions League.

Ele fez 24 gols e deu 11 assistências em La Liga. Claro que se o Real Madrid está na liderança e com uma mão na taça é muito graças a ele. Mas Benzema também acaba de marcar dois hat-tricks consecutivos em jogos de mata-mata de Champions League contra Paris Saint-Germain – do mercado mais badalado de todos os tempos – e Chelsea, o atual campeão europeu.

Isso sem falar que ele também havia marcado cinco gols em uma fase de grupos que começou para o Real Madrid com uma derrota em casa para o Sheriff Tiraspol na segunda rodada. Não era um revés que colocaria em dúvida a classificação merengue, mas ele também ajudou a evitar que se criasse um drama.

Os dois times entraram em Stamford Bridge nesta quarta-feira sob dúvidas. O Chelsea parecia estar lidando bem com toda a turbulência em torno das sanções a Roman Abramovich, mas a goleada que sofreu do Brentford no fim de semana poderia ser um ponto de inflexão. O Real Madrid será campeão espanhol, apesar de ter apanhado do Barcelona na última rodada antes da pausa internacional. Retornou ganhando do Celta de Vigo, sem convencer muito.

A resposta é que o Real Madrid chegou menos ferido para as quartas de final, e teve, mais uma vez, o melhor jogador em campo para aproveitar as oportunidades que foram criadas – às vezes com sua própria contribuição. Como no primeiro gol, aos 21 minutos, quando ele começa a jogada com um passe em profundidade para Vinícius Júnior antes de entrar na área para cabecear com precisão.

A excelência técnica de Benzema, demonstrada em toda a partida, foi o que mais chamou a atenção. Passes na medida certa, finalizações conscientes. Como no segundo gol, aos 24, quando conseguiu posicionar o seu corpo dentro da área não apenas para encontrar o cruzamento de Modric, mas para cabeceá-lo no contrapé de Mendy, com força suficiente e na trajetória certa.

O terceiro gol foi o que a confiança faz com você. O segundo tempo mal havia começado. Mendy, bem adiantado, matou um chutão da defesa do Real Madrid na intermediária. Benzema estava longe, mas cheio de gás, tendo acabado de voltar do intervalo, e acreditou no erro. O passe do goleiro foi ruim, Rüdiger até alcançou, mas perdeu a dividida. Benzema bateu ao gol vazio.

Passe, finalização, posicionamento, pressão, inteligência. Benzema mostrou todos os atributos que um atacante moderno de primeira linha precisa para se dar bem hoje em dia. Não foi a primeira vez, não foi a segunda vez, não foi a terceira vez. É exatamente o que ele tem feito pelo Real Madrid desde que assumiu mais protagonismo com a saída de Cristiano Ronaldo.

E se às vezes parece estranho ver um Real Madrid que não encanta tanto, que não funciona coletivamente todas as semanas, que ainda parece precisar de amadurecimento e de uma ou outra peça, brigando por títulos e nas fases finais da Champions League, a resposta é simples: eles têm um dos melhores jogadores do mundo.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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