La Liga

Bongonda acertou um petardo do meio da rua e o Cádiz conquistou um triunfo essencial contra o Valladolid pela sobrevivência

Cádiz e Valladolid estavam igualados na tabela, mas os Piratas venceram o confronto direto e abriram quatro pontos de vantagem sobre o Z-3

Cádiz e Valladolid abriram a rodada de La Liga com um confronto importantíssimo na luta contra o rebaixamento. Os dois times vinham com a mesma pontuação, logo acima do Z-3. Quem vencesse o duelo no Estádio Nuevo Mirandilla teria um respiro vital em busca da permanência na primeira divisão. E os Piratas concederam a alegria aos seus torcedores presentes nas arquibancadas. O Cádiz venceu por 2 a 0, muito graças a Theo Bongonda. O camisa 10 anotou os dois gols dos auriazuis na noite, incluindo uma sapatada do meio da rua que inaugurou o marcador.

Superior já no primeiro tempo, o Cádiz perdeu a chance de abrir o placar aos 36 minutos, quando Rubén Alcaraz cobrou um pênalti no travessão. Os Piratas precisaram aguardar até os 25 do segundo tempo para conseguir o triunfo. Bongonda apareceu e brilhou. O ponta anotou um golaço para abrir o placar: seu petardo seguiu com muita força em direção à meta e ainda pegou no travessão antes de entrar. Seis minutos depois, o Cádiz ganhou outro pênalti e Bongonda estava com moral o suficiente para converter. O Valladolid terminou a partida com um jogador a menos, diante da expulsão de Martin Hongla a dez minutos do fim.

O Cádiz abre a rodada 35 de La Liga com 38 pontos. Os Piratas sobem ao 14° lugar e, mais importante, aumentam sua vantagem em relação ao Z-3 para quatro pontos. Já o Valladolid se preocupa, à beira do precipício. Os violetas estão no 17° lugar, somente um ponto acima do Getafe, que abre a zona de rebaixamento. Precisão secar os concorrentes neste final de semana para se safar. O time treinado por Paulo Pezzolano perdeu seus últimos cinco jogos.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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