La Liga

Real pode esperar? Com bicicleta de Félix, Barcelona vence e esquenta próximo El Clásico

Reservas do Barcelona vencem Cádiz pela contagem mínima com golaço de João Félix

O mais esperançoso torcedor do Barcelona deve estar ansioso para o próximo El Clásico contra o Real Madrid, em 21 de abril no Estádio Santiago Bernabéu. Isso porque os catalães venceram o Cádiz no Nuevo Mirandilla neste sábado (13) pela 31ª rodada de La Liga e continuam oito pontos atrás dos rivais. Caso vençam o clássico, diminuem a vantagem para cinco faltando seis rodada para o término do Campeonato Espanhol 2023/24. Parece um cenário bem difícil, mas sonhar não custa nada.

Para vencer hoje, com o time quase todo reserva projetando o confronto pela Champions League no meio de semana, precisou contar um lance genial de João Félix. Após escanteio cobrado na primeira trave, a defesa do mandante afastou para trás e o português fez o movimento perfeito da bicicleta, apesar de finalizar de canela, e Jeremías Ledesma só assistiu à bola entrar no gol. Não foi um grande de jogo de ambos os lados e o golaço foi o ponto alto. Vale destacar que Vitor Roque voltou a ser titular após quase dois meses, mas, com um Barça pouco inspirado, só jogou 61 minutos e finalizou apenas uma vez.

Os comandados por Xavi Hernández (hoje suspenso) voltam a campo já nesta terça-feira (16), no Olímpico de Montjuïc, onde podem até empatar com o Paris Saint-Germain para confirmarem o retorno às semifinais da Champions após cinco anos. O Real joga um dia depois, no Etihad Stadium, contra o Manchester City. Ou seja, para o El Clásico, o Barcelona tem chances de encontrar o rival mais cansado e talvez eliminado, além de estar confiante caso se classifique.

Barcelona mantém estrutura tática mesmo com reservas

Ao vermos o Barça no momento ofensivo contra o PSG ou o Cádiz não mudaria nada na formação. O 3-2-5 e as funções exercidas pelos reservas são as mesmas dos titulares. O lateral-direito Hector Fort preso na saída junto dos zagueiros, Marcos Alonso avançava para dar amplitude pela esquerda, João Félix flutuava para ser mais um atacante por dentro, Ferran Torres fixo à direita e Fermín López com liberdade para jogar próximo dos atacantes.

Já o time da casa tinha um 4-4-2 sem bola que virava 4-2-4 pela projeção dos meias pelo lado no campo de ataque. Nada que durasse muito porque os Culés ficaram boa parte do tempo com a bola.

Tirando bicicleta, 1º tempo é fraco

Se resumisse a etapa inicial só com o golaço de Félix estaria ótimo. Não foram 45 minutos inspirados para nenhum dos lados. O Barcelona, com Oriol Romeu sendo esse primeiro construtor no meio-campo, sofreu demais para fazer a transição da defesa ao ataque. Lento, não tinha alguém como İlkay Gündoğan ou Frenkie de Jong para encontrar passes que quebrasse as linhas de defesa adversárias.

O Cádiz foi até levemente superior ao Barça nesse início pouco inspirado. Encontrava espaços nas costas de Alonso, só faltava um passe final para finalizar bem. O primeiro chute ao gol veio dos pés dos mandantes. Em vacilo de Romeu, Robert Navarro fez grande jogada na entrada da área e serviu Javier Hernández, que bateu no meio do gol e Ter Stegen espalmou. Na sobra, Juanmi bateu mascado e dessa vez o goleiro alemão encaixou.

Jeremías Ledesma só foi realmente trabalhar do meio para o fim do jogo. Na única subida ao ataque, o lateral Fort cruzou e a bola ia tomando o rumo do gol se não fosse o toquinho do goleiro do Submarino Amarelo. Pouco depois, Félix tirou a bicicleta da cartola para mudar os rumos da partida.

Nos minutos finais, o português, inspirado pelo gol, deu um lindo lançamento para Sergi Roberto que invadia a área. O meia tocou de cabeça para o lado e, sozinho na segunda trave, Fermín López finalizou por baixo do goleiro. Só não esperava que Víctor Chust tirasse em cima da linha.

Ter Stegen garante vitória do Barça

O Barcelona passou apuros na etapa final. Empurrado pelo torcedor, o Cádiz, pior ataque do Campeonato Espanhol, pressionou o adversário no campo de ataque e quase igualou o marcador. Até chegou a fazer isso com Juanmi, mas o atacante estava completamente impedido após cruzamento rasteiro de Rubén Sobrino.

Oscar Hernández, substituindo o irmão Xavi suspenso, enxergou a dificuldade e decidiu colocar os titulares Pedri, Lamine Yamal e Jules Koundé. Raphinha ganhou chance pouco depois. O time até melhorou, passou a criar mais. Félix, impedido, mandou uma bola no pé da trave. Mas o Cádiz ainda era mais perigoso. Com bomba de longe de Diadié Samassékou, Ter Stegen se esticou todo e fez a defesa do jogo, essencial para segurar a vitória de 1 a 0.

Frustrado, o torcedor presente no Mirandilla vê o clube permanecer em 18º, dentro da zona de rebaixamento, três pontos atrás Celta.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de eSports no The Clutch. Além disso, atuou como assessor de imprensa no setor público e privado.
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