La Liga

Raphinha foi expulso, e o Barcelona não encontrou o caminho para evitar outro 0 a 0 contra o Getafe

Raphinha era o destaque do primeiro tempo quando levou cartão vermelho por uma forte cotovelada

O Barcelona realmente não se dá bem no Coliseum Alfonso Pérez. O último gol que marcou no estádio foi de Júnior Firpo, fazendo 2 a 0 após Luis Suárez abrir o placar em setembro de 2019. Desde então, perdeu uma vez e empatou três sem que o marcador fosse modificado, como neste domingo. O 0 a 0 estreou a campanha do atual campeão espanhol, que teve que jogar todo o segundo tempo com um homem a menos por causa da expulsão do brasileiro Raphinha.

Raphinha: o melhor e o pior do primeiro tempo

O Barcelona estreou Ilkay Gündogan e Oriel Romeu, de volta ao clube em que foi formado. Gavi começou no banco de reservas, com Pedri e Frenkie de Jong completando o meio-campo. Teve dificuldades para furar a defesa do Getafe, como era de se esperar. Esse sempre foi o ponto forte do trabalho de José Bordalás, técnico que o levou a terminar La Liga entre os oito primeiros três vezes seguidas. Ele retornou em abril para tentar evitar o rebaixamento – e conseguiu.

O Getafe teve a primeira chance. Juanmi Latasa foi lançado, ganhou de Koundé e ficou frente a frente com Marc-André Ter Stegen. Mas furou na hora de finalizar cara a cara, pressionado pelo francês, que conseguiu se recuperar. Raphinha era o jogador mais criativo do Barcelona. Cruzou para Lewandowski cabecear para defesa de David Soria e depois cobrou falta no canto, bem aparada pelo goleiro. Romeu arriscou de longe, e Raphinha pintou em diagonal nas costas da defesa, após lançamento de De Jong, e exigiu boa intervenção de Soria.

No entanto, o brasileiro também deixou os companheiros na mão. Aos 41 minutos, deu uma cotovelada em cima de Gastón Álvarez e merecidamente levou o cartão vermelho direto.

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Uma extensão do fim da temporada

O Barcelona se reorganizou no 4-1-4-1 depois da expulsão e teve dificuldades para criar. Uma cabeçada para o alto de Robert Lewandowski foi tirada quase em cima da linha por Gastón Álvarez, embora nem parecesse ter força para chegar à linha. Romeu também tentou de longe, e Gündogan fez Soria trabalhar bem, em lance anulado por impedimento.

Um fiapo de esperança chegou no fim dos longos acréscimos, quando Gastón Álvarez chutou a sola da chuteira de Ronald Araújo. Pareceu pênalti realmente, mas, ao checar o assistente de vídeo, o árbitro identificou um toque de mão de Gavi um pouco antes na jogada. E acabou dando apenas isso.

É difícil avaliar a atuação de um time que passou um tempo inteiro com um jogador a menos, mas as dificuldades de criação do Barcelona, que também existiram antes da expulsão de Raphinha, foram uma extensão do fim da temporada passada. O título veio com facilidade por causa de uma forte defesa – e porque não teve nenhum adversário à altura.

Quando Robert Lewandowski não marcava, porém, foi raro achar gols em outros lugares. Foram 17 jogos em que isso aconteceu, e em apenas um deles o Barcelona colocou mais de duas bolas nas redes.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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