La Liga

Barça tem limite salarial negativo e precisa cortar custos ou aumentar receitas para poder contratar

Enquanto a imprensa fala de Haaland, Salah e até Lewandowski, o Barça continua com uma situação financeira complicada

La Liga atualizou nesta segunda-feira quanto cada um dos seus clubes tem disponível para pagar salários, de acordo com o seu Fair Play Financeiro, e o Barcelona foi o único clube com um limite negativo, o que significa que terá que cortar custos ou trazer mais receitas se quiser investir no próximo mercado de transferências – como os jornais espanhóis garantem que fará.

Enquanto o Real Madrid aparece com € 739 milhões disponíveis para salários, o Barcelona está com € 144 milhões negativos. A atualização foi feita depois da janela de inverno, na qual os catalães foram bastante ativos, com a inscrição de Daniel Alves e as contratações de Ferrán Torres, Pierre-Emerick Aubameyang e Adama Traoré.

Segundo La Liga, perdas de € 242 milhões a mais do que o antecipado explicam a diferença entre os € 98 milhões que poderia gastar em salários no último verão (do hemisfério norte) e o limite negativo que o Barça tem que tentar resolver neste momento.

“Para fazer contratações, o Barcelona precisa reduzir os custos que têm agora ou trazer mais receitas. Não há outra maneira”, disse o diretor-geral de La Liga, Javier Gómez, ao ser questionado especificamente sobre o rumor de que o clube catalão quer contratar Erling Haaland do Borussia Dormund. “As perdas do Barcelona são maiores do que a sua capacidade de trazer receitas. É por isso que (o limite) está negativo”.

Mohamed Salah entrou na lista de possíveis reforços do Barcelona, como alternativa caso Haaland não seja possível, segundo o jornal AS, que também afirma que Robert Lewandowski e Romelu Lukaku são os planos C e D. Mas, por enquanto, o clube opera na regra “1:4”. Pode gastar apenas 25% do que economizar. Qualquer contratação desse tamanho fica difícil neste cenário.

“Até (o Barcelona) recuperar o patrimônio líquido que perdeu, a única maneira de gastar é com essa regra, pela qual se você economizar € 10 milhões, pode gastar € 2,5 milhões. A única maneira de fazer contratações é economizando em contratos de jogadores até que consigam gerar receitas”, explicou Gómez.

Uma grande economia seria a saída de Ousmane Dembélé, que tem se tornado um jogador importante do técnico Xavi Hernández nas últimas semanas, mas se aproxima do fim do contrato sem indicações de que renovará. Outra expectativa seria a venda de Philippe Coutinho, que se adaptou muito bem no Aston Villa.

Enquanto isso, o Barcelona negocia um contrato de patrocínio com o Spotify, se especulou que poderia vender uma porcentagem do Barça Studios e pode sempre entrar no negócio com o fundo CVC, que ofereceu um pagamento aos clubes em troca de uma porcentagem de La Liga pelos próximos 50 anos. Barça e Real Madrid foram os principais opositores.

Gómez também explicou como o Barcelona conseguiu fazer tantas contratações em janeiro, apenas meses depois de se despedir de Lionel Messi porque não conseguia inscrever seu contrato, de acordo com as regras financeiras da competição. Ferrán Torres foi o maior investimento, a € 55 milhões para tirá-lo do Manchester City.

“A contratação de Ferrán aconteceu na metade da temporada, então apenas metade do custo conta para esta temporada. Eles tinham Yusuf Demir emprestado com opção de compra, mas ele saiu em janeiro, então isso lhes deu a capacidade de contratar. Sergio Agüero teve que se aposentar. Coutinho saiu, com seu alto contrato. E também com Umtiti (que acertou um novo contrato). Com essas economias, eles puderam fazer essas contratações”, afirmou.

Em campo, as coisas vão bem. O Barcelona goleou o Osasuna no fim de semana, sua quinta vitória em seis jogos por todas as competições, e a quarta dessa sequência marcando quatro gols.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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