La Liga

Atlético vence bem o Osasuna e volta a mostrar força para arrancar na temporada

Preparação para o jogo decisivo contra o Manchester United valeu para afiar a pontaria colchonera

O Atlético de Madrid não vive um momento muito bom em La Liga. Oscilante, sofrendo demais para vencer jogos e com a defesa exposta, o time de Diego Simeone teve uma preparação para o duelo que terá no meio de semana contra o Manchester United, pela Liga dos Campeões. No estádio El Sadar, em Pamplona, o Atleti levou a melhor por 3 a 0.

A palavra-chave nos vestiários colchoneros era: reação. Afinal, na última rodada, o atual campeão perdeu em casa para o Levante, por 1 a 0, atrapalhando a missão de se manter no G4. E pelo visto, o discurso de Simeone nos últimos dias deu resultado. Com três minutos de jogo, João Félix fez o primeiro gol da partida, aproveitando uma trombada de Luis Suárez com o goleirão Sergio Herrera, que viveu um pesadelo neste sábado.

Melhor para o lusitano: neste ano de 2022, foi também a primeira vez que João Félix marcou. Logo ele, tão cobrado por um rendimento melhor. Agora parecendo saudável, o craque entregou uma grande partida em 90 minutos, abrindo o placar e dando para Suárez a bola para o segundo.

A partida do Atlético não foi exatamente um primor no sentido de controle da bola ou imposição sobre o Osasuna. Mas a eficiência valeu bastante na hora de decidir o placar. Não só pelo gol de João Félix logo no início, mas pela paciência em defender, não levar o empate e de manter a atenção para pegar os adversários em um contragolpe.

A posse foi toda do Osasuna, que até tentou vencer Jan Oblak, mas não foi capaz. Ao todo, dos 14 chutes dados pelos mandantes, apenas 4 foram na meta do Atlético. Oblak, para a surpresa de zero pessoas, impediu o pior. A dificuldade do Atleti em assumir as rédeas ofensivas foi compensada pela tendência a jogar no erro do Osasuna. Nessa toada, saiu o segundo gol, de Luis Suárez, aos 14 da etapa complementar.

Aproveitando que a defesa mandante estava fora de posição durante uma descida à área, João Félix recebeu e mandou ainda do campo de defesa um lançamento longo para Luisito, que correu, viu o gol aberto e mandou de muito longe para encobrir Sergio Herrera. Uma pintura para celebrar os golpes traiçoeiros do Atlético. Atordoado, o Osasuna sequer entendia o que estava lhe acontecendo. Como diria Muricy Ramalho, a bola pune. Ah, se pune.

A conta foi fechada por Ángel Correa, já perto dos 45 minutos. O argentino, que apareceu bem vindo de trás, pegou um passe de Koke e tocou por cobertura (de novo) para vencer Herrera. O Cholismo foi forte demais no El Sadar: 38% de posse de bola, cinco chutes ao todo, três gols e pouquíssima presença ofensiva. Mas quem se importa? O placar foi de 3 a 0 e os três pontos estão lá. Essa temporada colchonera provavelmente não acabará em título, mas o Atlético de Simeone não desiste fácil de nada do que disputa.

Com a vitória, o Atlético passa o Barcelona na tabela e se consolida no quarto posto, mirando a vaga direta na Liga dos Campeões. Se a fase ainda não é boa, o que vem pela frente é uma chance de mudar os rumos da campanha, na Champions, contra o Manchester United, que também não está lá essa maravilha toda na Premier League. Resta saber qual dos dois dará o tranco para virar a chave de uma vez por todas.

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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