La Liga

Atlético de Madrid e Mallorca se enfrentam no retorno de La Liga após a Data Fifa; madrilenhos, pouco falados, querem seguir com título no radar

O ataque, quem diria, é a grande arma para o Atlético de Madrid passar pelo Mallorca e mostrar que briga por La Liga

Ninguém tem falado muito no Atlético de Madrid nesta temporada de La Liga, mas a verdade é que, com um jogo a menos do que os três times que estão à sua frente no torneio — Girona, Real Madrid e Barcelona –, os colchoneros têm neste sábado (25) às 17h (horário de Brasília), uma chance de ouro, diante do fraco Mallorca, de mostrar que estão sim entre os candidatos ao título espanhol desta temporada.

O Atlético de Madrid tem sido um time consistente, mas mesmo assim não consegue chamar atenção. Na Champions League, por exemplo, vem de uma goleada impressionante por 6 a 0 em cima do Celtic, em jogo (mais um na temporada) que mostrou a potência ofensiva de Antoine Griezmann quando está inspirado. Diante do Mallorca, time com uma única e minguada vitória em La Liga até o momento, nem precisaria de tudo isso para ser favorito. Mas, além da superioridade evidente, o time madrilenho ainda vem de uma ótima fase pré-Data Fifa.

LaLiga
# Seleção J V E D +/- Pontos
1 Real Madrid

Real Madrid

25 19 5 1 37 62
2 Girona

Girona

25 17 5 3 22 56
3 Barcelona

Barcelona

25 16 6 3 18 54
4 Atletico Madrid

Atletico Madrid

25 16 3 6 24 51
5 Athletic Bilbao

Athletic Bilbao

25 14 7 4 22 49
6 Real Sociedad

Real Sociedad

25 10 10 5 11 40
7 Real Betis

Real Betis

25 9 12 4 3 39
8 Valencia

Valencia

25 10 6 9 0 36
9 Las Palmas

Las Palmas

25 10 5 10 0 35
10 Getafe

Getafe

25 8 10 7 -1 34
11 Osasuna

Osasuna

25 9 5 11 -7 32
12 CD Alaves

CD Alaves

25 7 7 11 -7 28
13 Villarreal

Villarreal

25 6 8 11 -12 26
14 Rayo Vallecano

Rayo Vallecano

25 5 10 10 -11 25
15 Sevilla

Sevilla

25 5 9 11 -7 24
16 Mallorca

Mallorca

25 4 11 10 -11 23
17 Celta Vigo

Celta Vigo

25 4 8 13 -10 20
18 Cadiz

Cadiz

25 2 11 12 -20 17
19 Granada

Granada

25 2 8 15 -22 14
20 Almeria

Almeria

25 0 8 17 -29 8

Nove gols em dois jogos antes da parada: quem diria, o Atlético tem um baita ataque

Antes de os clubes darem espaço às seleções na parada internacional da Data Fifa, o Atlético vinha em uma fase extremamente boa e que, para surpresa de muitas pessoas, passava por um momento excepcional de seu ataque. Não a toa a surpresa, uma vez que na excelente passagem de um renovado técnico Diego Simeone, a defesa sempre foi a principal arma colchonera para vencer adversários e campeonatos.

O incrível 6 a 0 contra o Celtic pode chamar a atenção de quem passa desapercebido, mas não é exatamente uma surpresa para esse Atlético de Madrid de 2023/2024. Afinal, houve, por exemplo, um 7 a 0 contra o Rayo Vallecano ainda nas primeiras rodadas de La Liga. E não é apenas isso, o Atleti hoje fica apenas atrás do surpreendente Girona quando o assunto são gols feitos na liga espanhola: 31 a 29, sendo que é bom lembrar que os colchoneros disputaram um jogo a menos que o surpreendente líder de La Liga.

Para quem gosta de números, na verdade, em média, o time de Simeone é simplesmente o ataque mais efetivo do campeonato, com 2,41 gols anotados por partida disputada. Isso sem perder a eficácia defensiva já que os 12 gols sofridos deixam o Atlético também na segunda colocação em termos de defesa, sendo superado apenas pelo arquirrival Real Madrid, que levou nove gols no campeonato — três desses, bom frisar, para o próprio Atlético, que venceu o clássico por 3 a 1.

Um novo esquema e um Griezmann inspirado formam a receita do Atlético nessa nova fase

Simeone segue se reinventando no Atlético e, nesta temporada, vai calando os críticos. Mudou de esquema, agora com três zagueiros, sendo um deles Axel Witsel, reforço que começou a carreira como meio-campista e foi recuando com o passar dos anos, tornando-se em Madrid um zagueiro mais ágil do que era como meio-campista, mantendo sua imposição física que sempre foi destaque e dando ao Atleti uma saída de bola equilibrada e mortal.

No 3-5-2 de Simeone, hora ou outra César Azpilicueta não é um ala direito e se torna, como quase sempre foi, um lateral-direito defensivo que cumpre perfeitamente a função que tem nesse Atlético: liberar o brasileiro Lino, um achado do treinador, para ser um ala esquerdo muito mais ofensivo, quase um meia. E que, claro, volta para marcar, mas ajuda muito na criação e acaba trazendo um equilíbrio perfeito com seu companheiro pela direita. Mais uma vez, ponto para o técnico argentino.

Na frente, Griezmann é cada vez mais o dono de um time no qual vai, passo a passo, se tornando lenda. Flutua entre meio de campo e ataque, conseguindo ao mesmo tempo ser matador e armador. Para isso, conta com uma entrosada parceria com Álvaro Morata, que faz as vezes de centroavante mais fixo. O trio Saúl, Koke e Llorente, por sua vez, com que o Atlético tenha ao mesmo tempo muito vigor, poder de destruição e capacidade de armação no meio-campo.

É com essa receita que o Atlético de Madrid vai comendo pelas beiradas e, mesmo sem muita gente comentar, vai chegando nas primeiras posições de uma abertíssima La Liga. Se vencer o jogo que tem a menos, diante do Sevilla, por exemplo, ultrapassa o Barcelona e fica a um ponto de seu rival Real Madrid. Antes, no entanto, tem o Mallorca pela frente. Não parece, no entanto, que este será um desafio que complicará o entrosado e atrativo (quem diria) Atlético de Madrid de Diego Simeone.

Foto de Felipe Novis

Felipe Novis

Felipe Novis nasceu em São Paulo (SP) e cursa jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Antes de escrever para a Trivela, passou pela Gazeta Esportiva.
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