La Liga

Atlético de Madrid joga mal, mas conta com outro gol de Depay para vencer o Rayo

Gol de Depay nos 45 do segundo tempo garante vitória do Atlético de Madrid, que jogou mal contra o Rayo Vallecano

Mesmo jogando no Cívitas Metropolitano, o Atlético de Madrid não foi bem contra o Rayo Vallecano nesta quarta-feira (31) e só conseguiu sair com a vitória por 2 a 1 nos 45 minutos do segundo tempo. O jogo atrasado da 20ª rodada de La Liga teve um visitante arrojado, mais com a posse de bola no primeiro tempo e perigoso no segundo, se aproveitando de erros adversários. Os Colchoneros tiveram que contar com Memphis Depay de novo, agora autor de três gols nas últimas três partidas.

Com o resultado, o Atleti chegou aos 47 pontos e subiu para a terceira colocação do Campeonato Espanhol, com cinco de vantagem em cima do Athletic Bilbao e empatado com o Barcelona. Do outro lado da tabela, o Rayo manteve a 13ª colocação, ainda com uma vantagem confortável de oito de pontuação para o Z3.

Mais com a bola, Rayo busca empate no fim do 1º tempo

O clássico com o rival Real Madrid no próximo final de semana exigiu que Diego Simeone poupasse os titulares Antoine Griezmann, Rodrigo de Paul, Koke e Samuel Lino, além do lesionado José María Giménez e Álvaro Morata, ainda avaliado por questões médicas. A escalação continuou na estrutura de três zagueiros, hoje com Axel Witsel, Mario Hermoso e Reinildo Mandava. O jovem belga Arthur Vermeeren, recém-chegado, estreou no meio-campo ao lado de Saúl Ñíguez e Pablo Barrios. A dupla de ataque tinha Ángel Correa e Memphis Depay com apoio dos alas Marcos Llorente e Rodrigo Riquelme.

Para combater a formação do Atleti, o Rayo Vallecano igualou os cinco defensores no momento defensivo, com o lateral Alfonso Espino virando zagueiro e Josep Chavarría de ala pela esquerda. Também teve uma mudança no ataque, com Isi Palazón como um meia atrás da dupla de ataque Sergio Camello e Álvaro García. A equipe de fora começou dando as cartas no começo do jogo, dona da posse da bola em busca de espaços na compacta defesa do adversário. Para aproveitar isso, quando tinha espaço, o time de Madrid colocava velocidade e verticalidade para encaixar rápidos ataques.

Esse roteiro da partida não mudou muito por pelo menos 20 minutos. Nesse momento, o Atleti conseguiu sua melhor chance até ali, com Depay finalizando por cima do gol de Stole Dimitr­ievski após boa trama de passes por dentro. Pouco depois, uma mágica saída de Barrios da pressão do Rayo terminou em uma invertida perfeita para Llorente dar de cabeça e deixar Correa na cara do goleiro adversário. No entanto, o argentino chutou em cima de Dimitr­ievski.

Atletico de Madrid Rayo
Rayo tem mais a bola, mas Atleti é mais perigoso no primeiro tempo (Foto: Icon Sport)

Mesmo menos com a bola, os Colchoneros eram mais incisivos e criavam sem forçar muito. Em mais uma bonita troca de passes, Depay deixou Correa de novo na cara do goleiro, driblando Dimitr­ievski, que deu um toquinho para deixar o argentino sem ângulo e chutar para Florian Lejeune tirar já dentro do gol. Só não foi a abertura do placar porque o camisa 10 estava impedido.

Finalmente a melhora dos donos da casa foi recompensada aos 35 minutos. Depay sofreu falta na intermediária ofensiva esquerda e Riquelme cobrou no meio da área para Reinildo, no meio de dois defensores, desviar para o fundo da rede.

Mesmo levemente superior na posse, o Rayo Vallecano pecou na efetividade e nem acertou em gol em 40 minutos. Até que, enfim, após uma longa posse, em busca do espaço, encontrou Chavarría escapando pela esquerda. A defesa veio junto do ala, abrindo espaço para García aparecer na entrada da área e bater direto às redes. O capitão Jan Oblak só olhou para a bola estufando as redes, confirmando o empate na etapa inicial.

Atlético de Madrid domina bola e só acerta o gol nos últimos minutos

No intervalo, apenas um lado mudou. Vermeeren saiu e entrou Nahuel Molina, movendo Llorente para o meio-campo. O Atleti seguia querendo atacar rápido e Depay, impedido, finalizou duas vezes na cara de Dimitr­ievski, não conseguindo superar o goleiro adversário nem em posição irregular. Simeone não demorou muito para perder a paciência, em momento sem finalizações de sua equipe na etapa final, e colocar os principais jogadores. Com 12 minutos, De Paul, Lino e Griezmann substituíram Llorente, Riquelme e Correa, respectivamente.

Frio no jogo, De Paul vacilou e recuou para deixar Álvaro García na cara de Oblak. Confiante, o autor do gol tentou uma ousada cavadinha, facilmente defendida pelo goleiro esloveno.

O clube do bairro de Vallecas fez as duas primeiras trocas pouco antes dos 20 minutos. Miguel Crespo estreou com a camisa do Rayo ao entrar no lugar de Kike Pérez, enquanto Andrei Ratiu saiu e Iván Balliu ganhou uma chance na ala direita.

Atleti sofreu e quase nada criou no segundo tempo (Foto: Icon Sport)

O Rayo roubava de forma perigosa a bola no campo de ataque e faltava um cuidado a mais no passe para ter uma chance clara. Nessa dificuldade, o Atlético de Madrid mudou de novo: Saúl saiu e Koke entrou.

A equipe da casa até passou a ter mais a bola no segundo tempo, mas era lenta e estática na criação das jogadas. Perigoso, o Vallecano apostava em rápidas transições e desperdiçou algumas chances consecutivas a partir dos erros adversários. Como o futebol não é um esporte lógico, o gol que parecia ser do visitante, saiu dos Colchoneros – mesmo que irregular. Saindo jogando bonito, desde a defesa, a jogada foi da direita para esquerda, onde Lino tabelou com Barrios, que deixou Depay na cara do gol para marcar. No entanto, de novo, o holandês estava impedido e o tento foi anulado.

Apenas aos 45 minutos, a equipe da casa, finalmente, acertou o gol na etapa final. Um lançamento de Koke chegou no lado direito, em Griezmann, que tocou de cabeça e recebeu de volta para cruzar rasteiro. Depay antecipou a marcação e finalizou para dar a vantagem aos Colchoneros – com muita ajuda de Dimitr­ievski. Passou mais seis de acréscimos e o time de Madrid confirmou a vitória.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de esports no The Clutch. Como assessor de imprensa, atuou no setor público e privado.
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