La Liga

Atlético de Madrid aceita pedido, e Diego Costa rescinde contrato com o clube

Chega ao fim a segunda passagem de Diego Costa pela equipe principal do Atlético de Madrid. Atendendo a um pedido do atacante, que alegou questões pessoais, o clube aceitou rescindir antecipadamente o contrato do brasileiro naturalizado espanhol, que acabaria ao fim da atual temporada.

Diego Costa teve uma primeira passagem marcante pelo Atleti entre 2012 e 2014, terminando a temporada 2013/14 como artilheiro do clube campeão de La Liga, com 27 gols. Após fazer seu nome em Madri, foi negociado com o Chelsea em 2014 e viveu bons momentos no clube inglês. Marcou 59 gols em 120 jogos e foi campeão da Premier League logo em sua primeira temporada, com José Mourinho, e também em 2016/17, já sob o comando de Antonio Conte.

A relação com o treinador italiano, no entanto, rapidamente se deteriorou. No início da temporada 2017, o técnico informou ao atacante por meio de mensagem de texto que não contava com o jogador para a nova campanha. Em setembro de 2017, ficou definido que Costa retornaria ao Atlético de Madrid.

Impulsionados sobretudo pela passagem marcante do jogador entre 2012 e 2014, os colchoneros pagaram caro para recuperar seu atacante: € 56 milhões iniciais, podendo chegar a € 65 milhões caso certas metas fossem atingidas. Além disso, Costa retornou com um dos mais lucrativos contratos no elenco, ganhando € 8,5 milhões por ano, segundo o site The Athletic.

Desde a volta a Madri, Costa não conseguiu repetir o sucesso da primeira vez. Sofreu muito com lesões, incluindo ausências longas após uma cirurgia no pé em 2018/19 e problemas nas costas em 2019/20. Na atual campanha, já havia perdido jogos por causa de questões musculares, infecção por Covid-19 e um problema de trombose. Desde a metade de outubro, fez apenas três partidas pelo Atleti, todas elas entrando como substituto ao longo do jogo.

Aos 32 anos, Diego Costa pode não ter o mesmo mercado que há algumas temporadas, mas, ainda assim, atrai a atenção de vários interessados, com a imprensa especulando transferências sobretudo para a China ou para o Brasil. Qualquer que seja o destino, provavelmente não terá a mesma visibilidade que teve em seus melhores anos.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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