La Liga

Ao ver o irmão Nico tirar a medalha de prata, Iñaki Williams deu uma lição de espírito esportivo na Supercopa

Iñaki teve uma atitude exemplar ao ver o irmão mais novo, Nico, tirar a medalha de prata logo após recebê-la

Não são poucos os jogadores que, nas cerimônias de premiação do futebol, retiram a medalha de prata do pescoço logo após a entrega. Tal atitude gera debates sobre o espírito esportivo atrelado ao gesto. E, neste domingo, ele se repetiu na Supercopa da Espanha. Herói na semifinal, Nico Williams não quis ficar com a prata sobre o peito depois da derrota do Athletic Bilbao para o Real Madrid. O jovem acabou recebendo uma lição do irmão Iñaki Williams, que pediu para que o caçula recolocasse a medalha.

A postura de Iñaki Williams seria bastante valorizada nas redes sociais. Ao ver o irmão retirar a medalha de prata, o atacante o chamou de longe e fez um gesto para que botasse de volta no pescoço. Depois da partida, os irmãos Williams seriam registrados também abraçados, com Iñaki consolando a frustração de Nico. Sua firmeza diz muito, não apenas para valorizar a caminhada até uma final, mas também sobre o respeito aos adversários.

Liderança importante no elenco do Athletic, Iñaki tinha conversado com os atletas mais jovens do elenco antes da final. “Disse aos jogadores que, na vida, você mais perde do que se ganha. É preciso seguir lutando e sofrendo. Continuaremos batalhando para que cheguem mais oportunidades como essa”, explicou o atacante, ao Marca, o que endossa mais seu ato com Nico.

Outra imagem que repercutiu bastante durante a cerimônia de premiação da Supercopa foi protagonizada por Iker Muniaín, capitão do Athletic Bilbao. O atacante recebeu o troféu entregue para o segundo colocado e permaneceu no campo durante toda a condecoração do campeão Real Madrid. Seria elogiado pela dignidade, independentemente da derrota sofrida.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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