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Adeus, Calderón: torcida do Atleti se despediu do estádio com homenagens e dois gols de Torres

Era dia de dizer adeus. A torcida do Atlético de Madrid foi, pela última vez, ver um jogo oficial do time no estádio Vicente Calderón. A partir da próxima temporada, o clube jogará no seu novo estádio, Wanda Metropolitano. Contra o Athletic Bilbao, os Colchoneros venceram por 3 a 1, com dois gols de um ídolo, Fernando Torres. E ainda mais: Diego Simeone disse mais uma vez, de forma definitiva, que continuará no clube. Um domingo de emoções para os torcedores.

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Um estádio é sempre mais do que apenas isso. É mais que um campo com arquibancadas onde se joga futebol. É uma caixa de sonhos, um lugar de confraternização, é o bairro que o rodeia. O Calderón, como a maioria dos estádios antigos, é parte da história do lugar que está. Inaugurado em 2 de outubro de 1966, fica localizado ao lado do Rio Manzanares, no bairro Imperial. Foi um dos palcos da Copa do Mundo de 1982, com três jogos: França 1×0 Áustria, Áustria 2×2 Irlanda do Norte e França 4×1 Irlanda do Norte.

O domingo foi de celebrar o que é ser rojiblanco, o que é ser do clube com tamanha tradição. Muitos jogadores do passado foram lembrados, especialmente um deles: Luis Aragonés, um ídolo e craque colchonero. Eternamente nos corações dos torcedores, que vestiam camisas com seu nome, exibiam cachecóis e bandeiras. Entre os mais jovens, muitas camisas de Fernando Torres e Antoine Griezmann, os dois mais recentes representantes do espírito do clube.

Não poderia ser melhor, portanto, que um ídolo de anos recentes do clube, Fernando Torres, fosse o protagonista do jogo. O camisa 9 marcou duas vezes, para festa e delírio dos torcedores presentes. Ángel Correa ainda marcaria outro gol. Outro jogador que foi muito aplaudido, mesmo sendo um rival na partida, foi o Raúl García. Jogador do Atlético de Madrid de 2007 a 2015 (com um empréstimo ao Osasuna em 2011/12), o jogador é visto como um dos que mais incorporou o que se chama de Cholismo, aquilo que Diego “Cholo” Simeone carrega como seus princípios de jogo.

Diego Simeone teve a sensibilidade de colocar em campo dois jogadores que mereciam a ovação. Além de Torres, Tiago, volante que se despede do clube. Foi reserva a maior parte da temporada. Deixou o gramado sob aplausos dos mais de 54 mil presentes.

O primeiro gol do jogo veio aos oito minutos. Lançamento longo de Tiago para Griezmann dentro da área e o camisa 7 ajeitou de cabeça para Torres finalizar e marcar 1 a 0. Logo depois, aos 11, um contra-ataque perfeito do Atlético, com Fernando Torres tocando para Griezmann e o atacante de primeira acionou Koke, que, também de primeira, tocou para Torres finalizar de forma acrobática e marcar mais um.

Aos 25 minutos do segundo tempo, o Athletic Bilbao diminuiu em uma troca de passes peo meio, que acabou em finalizçaão de Iñaki Williams. Mas o Atlético ainda faria o 3 a 1. Parley tocou por cima para Griezmann, que finalizou forte e a bola explodiu na trave, sobrando limpa para Correa marcar. Foi o último gol do Atleti no estádio em uma competição oficial. O último pelo Campeonato Espanhol.

Depois do jogo, homenagens, mais emoção e gestos bonitos. Além de ídolos do passado, ídolos do presente: o time masculino reverenciou fazendo o pasillo , aquele corredor de aplausos, para o time feminino do Atlético de Madrid, campeão espanhol. Não haverá mais competições oficiais no estádio. Mas isso não significa que ele não estará para sempre na memória dos torcedores.

No dia 28 de maio haverá a despedida oficial, em um jogo amistoso com lendas do clube, jogadores do atual elenco e estrelas do futebol mundial. Será um jogo em que o estádio estará mais em foco que qualquer jogador. Será um dia para se celebrar ser Colchonero. Por isso, um estádio é sempre muito mais que um estádio. É parte de cada torcedor, dos que já foram, dos que são e dos que virão.

Homenagem ao time feminine, que foi campeão espanhol:

Homenagem a Tiago em sua última partida pelo Atlético:

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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