La Liga

A vitória magra do Barcelona serviu para lembrar como Cillessen é um bom goleiro

Jasper Cillessen possui talento o suficiente para ser titular em vários clubes europeus, mas segue o seu trabalho no Barcelona. Nesta semana, em entrevista ao diário Sport, o goleiro garantiu que não tem propostas de outros lugares e nem deseja deixar o Camp Nou – por mais que ande difícil de competir com Marc-André ter Stegen, diante da fase irrepreensível do alemão. Assim, o holandês precisa se contentar com as oportunidades esporádicas, sobretudo na Copa do Rei. Nesta quarta, apresentou o quanto pode ser útil, fechando o gol para assegurar a vitória por 1 a 0 sobre a Cultural Leonesa, no jogo de ida.

Depois da excelente vitória no clássico, Ernesto Valverde poupou seus titulares. Vários garotos da base ganharam uma oportunidade na Copa do Rei, assim como o brasileiro Malcom. Contudo, os blaugranas não eram efetivos no ataque. E viram Cillessen se agigantar contra os oponentes da terceirona. Foram três defesas difíceis do holandês, segurando o empate aos visitantes. Já o gol da vitória saiu aos 46 do segundo tempo. Ousmane Dembélé cobrou falta na intermediária, em direção à área, e o zagueiro Clément Lenglet apareceu para desviar. Resultado insatisfatório, menos para o arqueiro.

“É uma situação difícil. Quero jogar porque sou um esportista, sempre quero competir, mas as coisas são como elas são. Tenho que aceitar. Se eu gastar energia ficando com raiva por não atuar ou, ainda pior, reclamando, isso será contraprodutivo para mim. Se eu perder tempo e energia, não posso focar no meu trabalho e não estarei em bom nível quando jogar, pelo Barcelona ou pela Holanda. Conheço o meu papel e não quero perder tempo com algo que não depende de mim. O que eu quero é jogar na elite, mas não tenho ofertas concretas e o Barça disse que não deseja me perder”, declarou ao Sport. A noite inspirada na Copa do Rei não deixa de ser uma resposta.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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