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A obra-prima de Messi contra o Getafe narrada pelo homem que mitificou o ‘barrilete cósmico’

“Barrilete cósmico… ¿De qué planeta viniste para dejar en el camino a tanto inglés, para que el país sea un puño apretado gritando por Argentina?”. É praticamente impossível relembrar o golaço de Diego Maradona contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1986 sem associá-lo ao mítico relato de Víctor Hugo Morales. A narração do uruguaio certamente está entre as mais memoráveis da história do futebol, se não for a mais. Exprimiu toda a emoção do momento em que se concretizava uma pintura sem igual, em um jogo importantíssimo e cheio de simbolismo. O camisa 10 anotou a pintura com os pés, mas sua arte só se completa a partir da voz do jornalista.

VEJA TAMBÉM: O Barrilete Cósmico redefiniu a órbita dos planetas no universo futebol

Nesta terça, outro gol lendário completa uma década. Lionel Messi vivia uma atmosfera bem distinta da enfrentada por Maradona, embora a comparação estética dos lances seja natural. O então prodígio do Barcelona deixou cinco defensores para trás, além do sexto no chão, antes de estufar as redes do Getafe em 18 de abril de 2007. Se aquela mágica contra a Inglaterra representou o ápice do ‘Barrilete Cósmico’, o tento na semifinal Copa do Rei confirmava a eclosão de um novo fenômeno. “Messi, satélite do planeta inesquecível de Diego Armando Maradona”.

Duas décadas depois de seu relato fantástico, Morales foi convidado para narrar a jogadaça de Messi. Não há a espontaneidade do lance ao vivo, mas as palavras seguem carregadas de força. Maneira de relembrarmos um dos melhores gols entre tantos marcados pelo argentino. Abaixo, a pintura na voz de Morales, além de outras narrações do tento antológico:

Vale ver também o texto do amigo Fernando Figueiredo Mello no efemérides do éfemello

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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