La Liga

A liderança do Atlético de Madrid está ainda mais ameaçada, após a derrota na visita ao Sevilla

De um primeiro turno fantástico, o Atlético de Madrid joga fora um caminhão de pontos na segunda metade de La Liga e vê sua liderança cada vez mais em risco. Os colchoneros tinham uma partida difícil neste domingo e acabaram derrotados novamente, com triunfo do Sevilla por 1 a 0 no Ramón Sánchez-Pizjuán. Os andaluzes perderam um pênalti no primeiro tempo, contaram com um gol controverso e ainda precisaram de um milagre de Bono no fim. Mesmo assim, jogaram melhor, e nada alivia a barra do Atleti. A equipe de Diego Simeone, que havia desperdiçado sete pontos nas primeiras 19 rodadas, perdeu 14 pontos em seus últimos dez compromissos. Real Madrid e Barcelona arreganham os dentes logo atrás, antes do clássico da próxima rodada.

Logo aos sete minutos, o Sevilla ganhou um pênalti a seu favor, quando Ivan Rakitic sofreu falta de Saúl Ñíguez. Lucas Ocampos cobrou e Jan Oblak mais uma vez salvou o Atlético, espalmando o chute. Apesar do erro, os andaluzes seguiram sufocando, com boas chances a Joan Jordán e Luuk de Jong. Os sevillistas pressionavam alto e os colchoneros acabavam muito acuados. Quando conseguiam passar do meio-campo, suas tentativas não davam muito trabalho a Bono em sua meta.

O Atlético precisou fazer sua primeira alteração aos 35, com Ángel Correa no lugar do lesionado Renan Lodi. Os colchoneros melhorariam um pouco no final do primeiro tempo, mas nada tão expressivo diante da excelente atuação do Sevilla. E os anfitriões rondaram o gol mais uma vez pouco antes do intervalo. Oblak salvou uma tentativa de Jesús Navas, enquanto Lucas Ocampos bateu desviado. O empate era lucro ao time de Diego Simeone, sobretudo pela presença de Oblak. Foram 12 arremates dos andaluzes só na primeira etapa.

O segundo tempo parecia começar diferente ao Atlético. Pouco acionado, Luis Suárez não chegou por pouco em uma bola que poderia render o primeiro gol. Porém, logo o Sevilla voltou a tomar as rédeas. Rakitic teria um chute perigoso para fora. Ao menos, o duelo não era mais um monólogo e Bono também seria mais exigido do outro lado. Aos 21, o goleiro realizou uma boa intervenção diante de Koke. À sua frente, Jules Koundé e Diego Carlos faziam ótimo papel na defesa.

O jogo se abria a qualquer um dos lados, até que o Sevilla determinasse a vitória aos 25. Numa ótima trama pela direita, Jesús Navas recebeu na linha de fundo e cruzou com perfeição. Marcos Acuña apareceu livre na área e emendou de cabeça para as redes. O problema do lance aconteceu instantes antes, por um toque claro no braço de Lucas Ocampos, na recuperação da bola pelos sevillistas que iniciou o avanço. Apesar disso, a arbitragem deixou passar, avaliando que o toque ocorreu muito antes do gol e não o influenciou – o que soava como um erro.

Restava ao Atlético buscar o prejuízo. Só então a equipe passou a pressionar mais. Simeone não foi bem nas trocas, especialmente ao tirar Lemar, um dos melhores da equipe. Apesar da pressa dos colchoneros, o Sevilla controlava bem a vantagem. Conseguia se proteger e gastava o tempo quando retomava a bola. Apenas nos acréscimos é que o Atleti teve sua melhor chance de empatar. Suárez serviu Correa e o argentino definiu com liberdade. Bono realizou uma defesaça, ao aparecer na hora exata para rebater o chute. Foi a garantia de um resultado merecido, embora o gol tenha nascido num lance irregular.

O Atlético de Madrid soma 66 pontos na liderança de La Liga. A vantagem cai para três pontos e pode ficar em apenas um, a depender do resultado do Barcelona contra o Valladolid nesta segunda. O momento dos colchoneros é péssimo. Já o Sevilla, se não disputa o título, está muito tranquilo no G-4. Os andaluzes alcançam os 58 pontos, 12 de vantagem na posição. São três vitórias nos últimos quatro jogos, numa importante recuperação recente da equipe de Julen Lopetegui.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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